O golpismo em ação no Peru assim como em todo o mundo

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No Peru, o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa Nadine Heredia se entregaram na quinta-feira, 13 de julho, ao Tribunal Penal Nacional de Lima a fim de cumprirem prisão preventiva de 18 meses decorrente de suposto envolvimento em corrupção com a empreiteira brasileira Odebrecht.
Eles terão que cumprir a prisão preventiva enquanto os procuradores peruanos preparam as acusações, ou seja, antes de terem passado por julgamento, enquanto ainda são colhidas evidências e produzidas provas.
Os motivos alegados para tal abuso de poder são velhos conhecidos dos brasileiros: a luta contra a corrupção e evitar a interferência nas investigações.

Humala, assim como Lula e Dilma (Brasil), Fernando Lugo (Paraguai) e Nicolás Maduro (Venezuela), é uma das lideranças sul-americanas do chamado nacionalismo burguês.

O motivo de tal ataque continental do imperialismo contra governos e lideranças de esquerda (ainda que moderada) é o desespero da burguesia diante da etapa mais aguda da crise histórica do capitalismo. Um colapso sem precedentes está no seu início e o imperialismo (principalmente o norte-americano) precisa, junto com as burguesias subalternas dos países periféricos, perpetrar os maiores ataques contra os trabalhadores de seus países.

A crise histórica do capitalismo avança e a burguesia não tem como impor seus planos de fome e miséria com aval das massas, o golpe de estado é a “saída” para por fim ao requíscios de democracia existente em diversos países.

O que dá sobrevida a esse modo de produção moribundo é a sangria dos trabalhadores em benefício dos parasitas capitalistas. Tirar dos pobres e dar aos ricos, e isso não ocorre apenas nos países pobres, mas nos centrais também. Basta ver a economia de cada país europeu e perceber que as empresas desses países não vivem sem ajuda estatal: dinheiro público, impostos, suor dos trabalhadores. E esses trabalhadores não são apenas os dos países imperialistas, mas principalmente os dos periféricos, que é a parcela da humanidade mais superexplorada que existe.
Dessa forma, para que a burguesia dos países centrais possa retirar mais riquezas dos países periféricos, sejam elas naturais ou fruto do trabalho, nem mesmo os governos da esquerda moderada, os nacionalistas burgueses, podem ser tolerados. Precisam ser substituídos no mundo todo por governos mais direitistas, sem travas de esquerda.
E para levar esse plano adiante, o golpismo adquire caráter de pandemia, derrubando governos de esquerda e prendendo suas lideranças.

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