O campo encharcado de sangue: os golpistas fazem de 2017 o ano mais violento na luta pela terra

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A classe trabalhadora, vítima central do golpe, vem sofrendo cada vez mais a violência do governo golpista. Um exemplo disso são os dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que anuncia que o ano de 2017 tende a ser o ano com mais mortes no campo.

Desde 1990, ano em que se começou a contabilizar os números de pessoas mortas na luta pela terra, o ano de 2003 com 73 assassinatos, tinha sido o mais violento no campo. Entre os anos de 2004 e 2014  não se passa va a marca anulas de 39 mortes.

No ano de 2017, em aproximadamente 7 meses, esses números aumentaram assustadoramente. Até o mês de julho já foram 47 assassinatos, ou seja, com esse nível porcentual da primeira metade do ano também na segunda metade, estamos vivendo o ano mais violento no campo que tende a ultrapassar a cifra de uma centena de mortos.

O ultimo assassinato ocorreu na ultima quinta (13). José Raimundo Mota de Souza Júnior foi crivado de balas no trabalhando na roça. Era morador da Comunidade Quilombola de Jibóia no município Antonio Gonçalves na Bahia. Atuava como educador popular defendia a agroecologia e militava no Movimento os Pequenos Agricultores (MPA).

Segundo o irmão e o sobrinho, que testemunharam o crime, várias pessoas desceram de um carro preto atirando contra a vítima que teve a cabeça esmagada. Aos sobreviventes foi ordenado que deitassem no chão, pois se levantassem também seriam mortos. Júnior do MPA, como era conhecido, foi atingido por de tiros.

A luta pela terra, na atual conjuntura, passa necessariamente pela luta contra o golpe. Não é gratuito que os dados de assassinatos no campo venham aumentando desde o golpe, pois os golpistas estão aí para roubar as propriedades rurais dos brasileiros, sobretudo do pequeno agricultor, para entregarem para o capital estrangeiro, vide a nova regulamentação que permite que estrangeiros comprem terras no Brasil. Anular o impeachment e reestabelecer Dilma na presidência é essencial para a luta no campo.

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