Logo depois de criticar os “excessos” contra Temer, Estadão aplaude as arbitrariedades contra Lula

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A condenação de Lula pelo juiz golpista Sérgio Moro na última quarta-feira, dia 12, abriu uma nova etapa da campanha contra o ex-presidente por parte da direita golpistas e seus jornais. Em uníssono, o monopólio da imprensa volta sua gritaria para Lula, pedindo sua cabeça, fazendo cálculos sobre as possibilidades de concorrer às eleições e elogiando Sérgio Moro.

O Estado de S. Paulo, jornal que diariamente separa boa parte de suas página para a campanha de calúnias contra Lula, o PT e a esquerda, publicou editorial nesse domingo, dia 16, que de tão cínico e tão artificial beira o ridículo. Ao mesmo tempo em que se intensifica a perseguição ao ex-presidente, fica cada vez mais óbvio para a maioria das pessoas que tal processo é uma arbitrariedade jurídica para colocar em prática uma perseguição política, uma caça às bruxas contra Lula. Diante do óbvio, o Estadão procura convencer desesperadamente seus leitores do contrário, segundo seu editorial, a sentença de Sérgio Moro “no futuro, haverá de ser lida como um registro da vitalidade do Estado Democrático de Direito”. É quase um caso psiquiátrico do jornal que, contrariado, tenta se convencer de uma mentira.

A sentença de Moro é espantosa, condena um homem por receber um apartamento em propina, mas não consegue provar a propriedade do apartamento e nem seu uso pelo condenado, diz ainda, que é propina por contrapartidas na Petrobras, até agora, não se encontrou provas de que tal contrapartida de Lula.

Na realidade esse é o método tradicional da direita golpista: o cinismo para servir a seus interesses. A direita percebeu que toda a calúnia contra Lula não está sendo o suficiente para acabar com o ex-presidente. É preciso então intensificar a perseguição e apoiar as arbitrariedades do Judiciário, em particular de Moro e da Lava Jato.

O Estadão mostra também que o chamado “Estado democrático de direito” depende muito de quem está sendo beneficiado por ele. Até agora, para defender Michel Temer e Aécio Neves, o mesmo jornal que aplaude as arbitrariedades de Moro contra Lula, atacava os “excessos” da Lava Jato e da Procuradoria-geral da República.

É preciso uma campanha em defesa de Lula, pelo fim da Lava Jato, denunciando que Moro e seus procuradores estão a serviço das interesses do imperialismo, para destruir os direitos mais elementares do povo.

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