Lutar contra a prisão de Lula; derrotar o golpe

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Durante os primeiros dias da luta contra o golpe, o eixo era impedir o impeachment. Como comentamos na época, neste Diário, isso unificou e mobilizou setores contra o golpe. O movimento, pela sua própria inexperiência, tinha esperanças que a via institucional de votações no Congresso e no Judiciário iriam impedir o golpe. Isso não ocorreu.

Os golpistas derrubaram Dilma Rousseff e começaram a impor seu plano de ataques, revelando, assim, que se tratava de fato de um golpe e que ele era dirigido contra as massas trabalhadoras e não contra uma personalidade ou um partido apenas. Diante disso, o movimento foi capaz de se reorganizar e convocar grandes atos e duas greves gerais, mas ainda busca uma política para unificar as amplas massas no combate aos golpistas. A Anulação do impeachment, sem dúvida, faz parte desta política, mas a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro introduziu um elemento fundamental para fazer avançar a luta.

Lula é a principal liderança popular e da esquerda, mais popular que o próprio PT. Ao atacá-lo, os golpistas estão atacando não uma figura qualquer, mas o principal representante político da classe trabalhadora, um fato que  independe de concordarmos ou não com sua política. Para os golpistas, prender Lula é essencial tanto do ponto de vista eleitoral quanto do ponto de vista do ataque às massas. Sem neutralizar Lula e o PT, o golpe não tem como progredir.

A continuidade da ofensiva no sentido de prender Lula, de impor barreiras para o voto e eleição de candidatos, é inevitável. Por isso, sua defesa é parte essencial da luta contra o golpe e pode e deve ser um novo ponto de reagrupamento dos setores antigolpistas

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