Comerciários começam a ser escravizados com “reforma” trabalhista

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Aprovada a brutal reforma trabalhista, patrões do comércio, através do Sindilojas-SP (Sindicato dos Lojistas de Rua) já anunciam que as contratações de fim de ano, para as vagas temporárias, utilizadas para atender a demanda do período de festas terão a imediata adoção do contrato de trabalho por hora, conforme a recém criada “jornada intermitente”.

Nos últimos 15 anos, o setor de comércio e serviços amplia a equipe por meio de contratos temporários, que têm prazo determinado, ou informalmente, valendo-se dos chamados “extras”–trabalhadores que prestam serviço sem registro. Tal situação se desenvolveu nas últimas duas décadas, graças à política patronal do Sindicatos dos Comerciários, anteriormente dirigido pela Força Sindical, sendo depois gerido por seu racha, a UGT (União Geral dos Trabalhadores).

A política patronal dessa entidade acabou há muito, com o descanso de final de semana e permitiu a abertura de todo comércio de maneira irrestrita aos finais de semana. Agora, será a primeira a permitir que seus trabalhadores sejam escravizados.

Com a reforma, as empresas poderão empregar trabalhadores, apenas pelo período em que efetivamente precisarem deles, ou seja, por algumas horas ou dias na semana, por exemplo. Os capitalistas usam sua hipocrisia, dizendo que estarão mantidos os direitos, como 13°proporcional, férias proporcionais, com acréscimo de 1/3 e repouso semanal remunerado.

Para atacar de maneira nunca vista os trabalhadores – desde a década 30 do século passado – os patrões tentam manobrar, mas a realidade aí está. O trabalhador poderá ser contratado apenas por horas, dias ou meses, o trabalhador ficará a disposição dos patrões e no final do mês milhões de trabalhadores poderão receber menos que um salário mínimo por mês.

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