15/7/1927: a revolta de julho de 1927, em Viena

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Em julho de 1927 aconteceu uma grande revolta em Viena. A partir de 15 de julho a capital austríaca se viu convulsionada o que culminou em disparos das forças policiais contra a multidão, resultando na morte de 89 manifestantes, cinco policiais morreram. Mais de 600 manifestantes e cerca de 600 policiais ficaram feridos.

O conflito se deu depois que o Partido Social-Democrata da Áustria fez uma aliança com a direita, incluindo ricos industriais e a Igreja Católica. Muitas forças paramilitares foram formadas na Áustria durante o início da década de 1920.

Palácio de Justiça de Viena, 15/7/1927, em chamas

Este “Schattendorf Verdict” levou a uma greve geral que teve o objetivo de derrubar o governo liderado pelo Partido Social-Cristã, do chanceler Ignaz Seipel. Massivos protestos começaram na manhã de 15 de julho, quando uma multidão furiosa tentou invadir o prédio principal da Universidade de Viena sobre o Ringstrasse.

Começa o fogo no Ministério da Justiça

Os manifestantes atacaram e danificaram uma delegacia de polícia nas proximidades e o edifício de um jornal também foi atacado, antes de a multidão seguir para o Prédio do Parlamento Austríaco. Forçado a voltar pela polícia, eles chegaram na praça em frente ao Palácio da Justiça. Por volta do meio-dia, os manifestantes entraram no prédio quebrando as janelas; eles, então, demolido as mobílias, começaram a atear fogo aos arquivos. Logo, o edifício estava em chamas; o fogo espalhou-se rapidamente, os bombeiros de Viena foram atacados por vários manifestantes que cortaram as mangueiras e impedindo que o incêndio fosse apagado.

O antigo (e depois) chanceler austríaco Johann Schober, então chefe de polícia de Viena, reprimiu os protestos com força. Por sua vez, Schober forneceu às tropas policiais rifles militares e anunciou publicamente que as instalações seriam apuradas pela força se os bombeiros não pudessem trabalhar normalmente; o vereador Theodor Körner tentou persuadir a multidão a se render em vão. A polícia abriu fogo, o que deixou 4 policiais e 1 agentes da polícia criminal além de 89 manifestantes mortos.

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