Temer “pendurado na brocha”

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O desmoronamento do governo golpista protagonizado por Temer é algo previsto desde a sua subida através do impeachment de Dilma Rousseff. Era claro que, assim como Eduardo Cunha (PMDB), Temer, na qualidade de vice-tramador, foi usado por forças muito maiores do que ele. É bastante provável também que, cumprida suas funções de ataque aos trabalhadores em detrimento de mais repasses aos grandes capitalistas, Temer vá preso, para vão contentamento da avassaladora maioria dos brasileiros.

Ainda assim, o “urubu-rei” do executivo, um “constitucionalista” que, acuado, não hesitou em convocar as forças armadas, está empenhado em enfiar goela abaixo dos brasileiros todas as medidas destruidoras das quais foi incumbido.

A grande mídia, petulante, chegou a atribuir a aprovação no Senado da destruição da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) proposta por Temer, ao seu poder pessoal de articulação. Nada pode ser mais falacioso. A cada dia que passa, Temer só deixa mais evidente o quão inábil é. Se se sustenta ainda ao cargo, o mérito é devido unicamente a todo o mal que ainda pode causar ao povo brasileiro (convertido diretamente em bem aos grandes capitalistas e ao imperialismo).

Temer, desmoralizado internacionalmente e detestado pelos brasileiros, só não foi retirado do poder à força, inclusive pela própria burguesia que não confia em seu jeito flácido de castigar o povo, por que empenha com convicção infantil sua tarefa de destruir e vender o País enquanto lhe sobrar fôlego.

Contudo, uma coisa é certa. Temer, com seu programa de governo baseada em uma cartilha ludicamente intitulada “ponte para o futuro”, nunca seria eleito por vias normais, por mais que a burguesia inflasse fraudulentamente seus resultados.

Nenhum político, aliás, teria a capacidade de convencer o povo a votar pelo fim de seus direitos básicos. Consequentemente, todos os parlamentares que atrelaram seus nomes às medidas golpistas de ataque aos trabalhadores, terão de buscar ocultar esta realidade e fazer (como de costume) campanhas baseadas na “defesa do povo”  e de seus supostos interesses. Por isso mesmo as eleições, para a burguesia golpistas e seus partidos, não podem ser realizadas em uma situação em que sobrevivam resquícios de democracia e os candidatos e partidos de esquerda possam apresentar seus candidatos e propostas em condições minimamente democráticas.

Temer está caindo de podre e com eles estão balançando todos os chefes políticos e partidos da burguesia. Por isso, precisam prender Lula, reprimir e proibir a organização política e sindical dos trabalhadores.

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