Número de mulheres presas dobrou em dez anos em São Paulo

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O número de mulheres encarceradas dobrou no Estado de São Paulo em 10 anos. Em 2007, o sistema carcerário paulista contava com 6.221 presas. Já em 2017, a população carcerária feminina soma 12.594 pessoas.

Dentre as detentas, 68% estão presas por conta do tráfico. Já o perfil é de jovens, com menos de 30 anos, e mais de um filho. Além disso, 40% das presas no estado não têm o Ensino Fundamental completo. A maioria trafica para sustentar seus filhos, quando o marido é preso, a maioria delas não ocupa altos cargos entre os traficantes.

Embora o total de presos homens seja bem maior, ele cresceu 66% nesse mesmo intervalo, passando de 129,9 mil para 215,8 mil. O crescimento da população carcerária masculina também está diretamente relacionado ao tráfico de drogas.

A situação das mulheres grávidas ou amamentando é ainda pior. A maioria não recebe visitas e tem de amamentar ou dar a luz algemadas, o que é proibido por lei. Além disso, a maioria das presas é ré primária e sequer deveriam estar na situação em que se encontram, pois poderiam estar aguardando decisão definitiva em liberdade.

Elas poderiam estar em prisão domiciliar, mas são esquecidas dentro das cadeias, um completo descaso pelas mulheres que ainda por cima estão grávidas ou amamentando.

A legalização das drogas (de todas elas) também diminuiria bastante a população carcerária. O indivíduo que deve resolver se usa o não drogas; o Estado não deve tornar crime o consumo nem o comércio.

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