Trabalho em frigorífico: o que vou perder com a reforma trabalhista?

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O Brasil, desde 2013 está sendo alvo de um golpe de Estado, esse golpe já passou por diversas etapas, a principal etapa do golpe foi o impeachment de Dilma Rousseff, presidenta eleita pela população por 54,5 milhões de votos.

Ocorreram várias outras etapas e, nelas estão envolvidos o judiciário “Lava-Jato” e próprio congresso golpista, Supremo Tribunal Federal (STF), etc.

O imperialismo, através da imprensa golpista, Globo, Veja, Bandeirantes, entre outras são partes deste golpe, além dos subservientes partidos da direita, dos patrões (PSDB, DEM, PMDB e outros).

Os golpistas não vão se contentar até que consigam destruir tudo que os trabalhadores conquistaram ao longo dos mais de 70 anos, principalmente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

No caso dos trabalhadores em frigoríficos, os trabalhadores tiveram, na década de 90, a retirada do direito dos funcionários em frigorífico da aposentadoria especial, que consistia de 25 anos trabalhados. Isso foi obra do mesmo PSDB, principal artífice do golpe de Estado no Brasil, através do presidente da época e hoje articulador do golpe, e que  chamou os trabalhadores de vagabundos, apesar de trabalharem em condições insalubres, em câmaras frias, bem como, com produtos altamente corrosivos, como o gás amônia, etc.

Naquele tempo os trabalhadores já sofreram um golpe enorme, agora voltaram a atacar os direitos dos trabalhadores em geral e os trabalhadores dos frigoríficos, mais uma vez vão sofrer um revés.

Os golpistas estão acelerando o processo da reforma trabalhista, como ocorreu na semana da greve geral, numa demonstração de que não vão, de forma alguma recuar.

Os trabalhadores de uma forma geral vão perder, praticamente todos os direitos que ainda restavam, após o ataque de FHC.

No caso dos operários dos frigoríficos, está colocada a situação de escravidão.

– Os trabalhadores serão contratados como terceirizados;

– Não terão mais direito a férias;

– Terão que trabalhar durante 12 horas por dia, como quer o presidente da Confederação Nacional da Indústria;

– Extinção do décimo terceiro salário;

– Os trabalhadores não terão o descanso de 20 minutos após 1h40 dentro da câmara fria, como conta da legislação atual;

Para derrotar a reforma trabalhista, é necessária a mobilização dos trabalhadores de conjunto, incluindo aí, o conjunto da população explorada, etc., para derrotar o golpe e suas reformas.

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