Por uma arte revolucionária!

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Tornou-se lugar comum entre a pequena-burguesia acadêmica a defesa do sem política, sem partido, sem bandeira, sem cor. Em particular entre os artistas ou pelo menos entre aqueles que se autodenominam artistas, a ideia de que a arte deve ser “neutra” acaba contaminando o meio.

Para nós, essa ideia não é apenas errada. Ela é resultado da pressão da burguesia decadente que justamente por sua posição social quer impedir o desenvolvimento intelectual da humanidade pois vê nele um perigo.

Nesse sentido, a burguesia não se contenta apenas em destruir as organizações operárias mas também qualquer resquício de pensamento progressista que possa colocar em risco o seu domínio.

Na época imperialista, as escolas artísticas têm como característica certa efemeridade. Na época do capitalismo em ascensão, quando a burguesia ainda era uma classe social revolucionária ou quando esta ainda lutava para se consolidar no poder, as escolas artísticas tinham um tempo relativamente duradouro, o suficiente para que existisse o seu período de surgimento, consolidação e decadência até ser superada por outra escola. No período imperialista não é assim. Os movimentos artísticos se superam, coexistem e convivem às vezes contraditoriamente. Antes mesmo que determinado movimento possa se consolidar, logo aparece outro propondo novas formas e conteúdos revolucionários. É a época das vanguardas artísticas.

No momento atual, já passado cerca de 120 anos do início do período imperialista, mais do que nunca os movimentos artísticos são efêmeros. A busca de soluções para os problemas de forma apenas na esfera da arte e da cultura é “matar” a sede com água salgada. O problema meramente formal não tem sentido nenhum se não representar uma determinada posição diante do mundo.

A burguesia decadente procura impor aos artistas um vazio de conteúdo, dando-lhes a impressão de serem livres na forma. Nada poderia ser mais falso. Sem um conteúdo revolucionário não se tem forma revolucionária. Conforme explica o manifesto do GARI (Grupo Por Uma arte Revolucionária e Independente) “os artistas, que hoje já com bastante dificuldade expressam algum espírito de independência e conseguem se manifestar, terminam comprados aos milhares. Muitas vezes sem o perceber, começam a trabalham para um novo amo, cuja face terrível procura ser ocultada de todas as maneiras (…) Atuando de forma inconsciente, o destino destes artistas não pode ser outro.”

É isso o que o GARI, grupo de artistas revolucionários militantes e simpatizantes do Partido da Causa Operária, defende para a arte e para os artistas. Diferente do que quer a burguesia decadente e inimiga da cultura, é preciso artistas que se liguem às causas mais íntimas das massas. É preciso artistas revolucionários, que sejam independentes e que tomem partido, o partido dos operários e dos explorados.

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