160 anos de “As flores do mal” de Charles Baudelaire: os olhos de Berta

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Os olhos de Berta

Charles Baudelaire
Trad. Fernando Fagundes Ribeiro

Vós podeis desprezar os olhos mais notáveis,
Belos olhos de meu bem, por onde se esconde
Um não sei que de bom, de doce como a Noite!
Belos olhos, vertei em mim teus breus amáveis!

Grandes olhos de meu bem, arcanos queridos,
Muito vos semelhais a essas grutas mágicas
Onde sob o amontoado das sombras letárgicas,
Cintilam vagamente tesouros perdidos!

Meu bem tem olhos negros, profundos e vastos,
Como tu, noite imensa, intensa que és!
Seus fachos são pensares de Amor, e de Fé,
Bem no fundo a fulgir, voluptuosos ou castos.

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