Ato pela anulação do impeachment aponta perspectiva para a luta contra o golpe

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Nesta quarta (dia 21), realiza-se em Brasília atividades da maior importância política, reunindo destacadas lideranças da esquerda que luta contra o golpe.

A plenária-debate, a ser realizada no Espaço do Servidor na Esplanada dos Ministérios, tem presenças confirmadas de dois presidentes dos principais partidos da luta contra o golpe. O do PCO, companheiro Rui Costa Pimenta, pela clareza (inclusive na antecipação dos acontecimentos provocados pelos golpistas, desde a farsa do julgamento do “mensalão”, em 2012)  e combatividade que fizeram de nossa organização, o “partido da luta contra o golpe” e do PT, senadora Gleise Hoffmann, partido que foi – e continua sendo – o principal alvo da operação golpista que levou à deposição da presidenta Dilma Rousseff, eleita com 54,5 milhões de votos.

Também estão confirmados, entre outros, deputados petistas atuantes na luta contra o golpe, como Paulo Pimenta (RS) e Erika Kokay (DF) – também presidenta do PT-DF; dirigentes sindicais combativos, como Rodrigo Brito, presidente da CUT-DF; ex-ministros do governo derrubado pelo golpe, como Eugênio Aragão (Justiça) e lideranças do Movimento Nacional de Luta contra o golpe e pela anulação do impeachment, como Edva Aguilar (SP) e Malu Ayres (MG).

A plenária-debate vai discutir com centenas de ativistas as perspectivas da luta contra o golpe na etapa atual de profunda crise do regime golpista. Na sequência, será realizada uma caminhada até o STF (Supremo Tribunal Federal) para expressar a solidariedade do Movimento com o pedido da presidenta Dilma de liminar que garanta a anulação do impeachment, que a cada dia fica mais evidente ter se tratado de um processo profundamente totalmente fraudulento.

Essas atividades apontam uma perspectiva independente de setores da esquerda e das organizações de luta dos explorados, no momento em que a direita dona do golpe, os setores mais reacionários e pró-imperialistas, agem claramente para demitir o presidente golpista Michel Temer, pela sua perda de capacidade de cumprir com a missão para a qual foi empossado ilegitimamente no cargo que pertence à presidenta Dilma, até dezembro de 2018: impor as “reformas” que visam fazer retroceder em quase um século as condições de vida e de trabalho da classe trabalhadora.

Trata-se de uma perspectiva de luta contra as “saídas” golpistas da direita, como derrubar Temer e colocar no seu lugar um novo e mais forte governo golpista, escolhido indiretamente pelos mesmos que derrubaram Temer. E também oposta à ilusão de que seja possível aprovar no próprio congresso golpista a realização de novas eleições e, mais ainda, que estas, sejam democráticas (mesmo sendo realizadas  sob o controle das instituições que deram o golpe e continuam no seu comando) a ponto de permitir a vitória de um candidato da esquerda, que seria aceito pelo regime golpista.

O ato de Brasília e o Movimento que o impulsiona aponta na perspectiva da luta e da necessária derrubada do golpe, por meio da anulação do impeachment, como condição sine qua non para barrar os ataques dos golpistas controvigentes.a os trabalhadores e todo o povo brasileiro e para defender s direitos democráticos (inclusive o de fazer valer o voto popular) que o regime em crise nem pensa em considerar.

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