Mulher Maravilha – ninguém entendeu o filme

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O filme “Mulher Maravilha” é uma descarada propaganda sionista, e nada mais do que isso.

Li várias críticas a respeito do filme Mulher Maravilha, antes e depois de assistir a ele. A maioria delas dizia o mesmo: filme lindo, mulher empoderada, divertido, superprodução, melhor filme de super-herói, e coisas do gênero.

Ainda que concordemos com algumas dessas coisas, percebemos que críticas desse tipo são como os horóscopos: valem para qualquer signo como valem para qualquer outro filme de super-herói. A mesma crítica foi feita para o segundo Capitão América, para as diversas versões do Homem-Aranha e para Guerra civil. Clichês.

Mas o que não disseram a respeito de Esquadrão Suicida disseram a respeito de Mulher-Maravilha. Segundo os críticos de jornal, Mulher-Maravilha é um filme de empoderamento feminino; é a libertação da mulher. Puro clichê. O filme não é nada disso. Muito pelo contrário.

Comecemos pela atriz israelense e sionista. Esse foi o acerto da produção, pois Mulher-Maravilha, a personagem das histórias em quadrinhos é do mesmo tipo.

Mulher-Maravilha, a personagem, foi criada em 1941, em plena Segunda Grande Guerra, no afã de seu país, os Estados Unidos, entrar na guerra. A propaganda de guerra já contava com o Capitão América (1941) e o Superman (1938), todos eles trajando as cores da bandeira dos Estados Unidos.

Capitão América dava um soco em Hitler. Superman tinha nome judaico, Kal-El, e vinha de uma terra destruída, o planeta oculto (Krypton). Era uma das muitas versões do judeu errante, do homem sem pátria.

Mulher-Maravilha, por sua vez, usava uma roupa com as cores e as estrelas da bandeira dos Estados Unidos, e a águia norte-americana sobre o seio. Quando chegou ao Brasil, chamava-se Miss América.

Essa mulher empoderada sempre foi uma representante do imperialismo norte-americano, como Superman e Capitão América. Quem percebeu isso muito bem foi Frank Miller, na série de histórias em quadrinhos desenhada e escrita por ele, O cavaleiro das trevas. Ali, ele retrata o Superman como agente do governo de Reagan. Depois, o azulão se casará com a Mulher-Maravilha, devido ao fato de não poder ter relações sexuais com gente normal, pois, segundo ele mesmo diz, “humanos são frágeis”.

Mulher-Maravilha não é apenas superpoderosa, é empoderada. Esse termo ridículo é um neologismo criado a partir de um termo inglês, empowerment, emancipação. Se alguém é empoderado é porque recebeu o poder de alguém. E esse alguém é sempre um homem. No caso da Miss América, de Zeus.

Mulher-Maravilha foi criada como agente da paz no cenário da Segunda Guerra. Por que ressuscitá-la, agora?

No filme, ela vive numa ilha onde reina a paz e a única coisa que se faz ali é preparar-se para guerra. Si vis pacem para belum. É o que faz Israel o tempo todo. Mas a Mulher empoderada abandona sua ilha invisível para destruir Ares, o deus da guerra.

Hoje, a guerra que assola o mundo é a guerra generalizada no Oriente Médio, guerra pelo petróleo, fomentada pelos países imperialistas. No entanto, no centro dessa guerra está o verdadeiro Ares, as grandes corporações do petróleo, francesas, americanas, inglesas. E quem está lá para defender essas corporações é o Estado sionista, Israel, um mero fantoche norte-americano que pensa que tem poder.

Então surge um filme que faz renascer um personagem que nada mais é do que um modelo de um concurso de Miss, capaz de fazer justiça com as próprias mãos e aplicar métodos pouco éticos como o laço da verdade, uma versão caipira da máquina polígrafa. Aliás, o criador da personagem é o mesmo sujeito que inventou essa máquina.

Seria perfeito se Israel fosse um país invisível, cercado por uma redoma mística e no qual estrangeiros não entrariam. Seria bom se o exército israelense tivesse uma arma como aquele laço. Ficaria muito fácil controlar as fronteiras com ele. E seria bom também se o Estado de Israel tivesse um soldado como a Mulher-Maravilha, já que tem a atriz, a qual, por sua vez, também foi soldado do Estado sionista.

O filme não tem nada de empoderamento. A mulher ali é material de consumo: tem o corpo dos modelos da Victoria Secret, e um uniforme que mais parece lingerie; tem de ser magra e de braços e pernas finas, o que não combina nem um pouco com força física. E, o que é pior, usa seus poderes místicos para a guerra. Se o propósito do feminismo é ir para a guerra, matar outras mulheres, deixar crianças sem vida, sem pátria, sem mãe é porque o feminismo não é outra coisa que mais um instrumento de opressão.

O verdadeiro feminismo, que é a libertação da mulher, não pode aliar-se aos opressores. E os opressores não são os homens, mas aqueles que os oprimem. Os verdadeiros opressores são os senhores da guerra.

Antes de terminarmos, cabe aqui acrescentar algumas palavras sobre o filme Esquadrão suicida. A personagem feminina, Harley Quinn, interpretada por Margot Robbie (uma atriz bastante competente), é, de fato, uma mulher emancipada. Mostrada no filme como uma mulher que enlouqueceu ao se apaixonar por um psicopata, Harley Quinn de tudo fará para ter aquilo que quer, seu homem. Se esse homem vale alguma coisa ou não, ou se os homens em geral valem alguma coisa, isso não importa. O que importa é aquilo que ela quer; o que importa é que ele tem consciência do que deseja. E mulher emancipada é aquela que sabe o que quer, luta para conseguir e para satisfazer seus desejos e sentir prazer. Ela não foge de nada, a não ser daquilo que a prende, a cadeia.

Levada pelo governo para uma missão, ela, apesar de ter sido coagida, não se sente assim, pois sabe que o objetivo dela não é travar a guerra suja do governo, mas ir atrás de seu homem. Ainda que algumas feministas vejam nessa paixão uma espécie de prisão, a verdade é que são justamente as paixões que libertam.

Harley Quinn não é a velha Mulher Maravilha dos tempos da Guerra, é a nova Carmen, mulher valente e determinada, sanguínea, apaixonada; ao mesmo tempo cínica, inocente e cruel. É o amor em sua essência original, como dizia Nietzsche, não o amor de uma “virgem ideal”.

Mulher Maravilha vem de uma tribo guerreira que cultua a castidade. Não é mulher em essência. Em essência é o barro de onde foi criada. Harley Quinn foi gerada nas entranhas de uma mulher. A diferença entre as duas nos revela que o que há de divino no mundo é a guerra. O amor é o que há de humano.

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