Temer e a PGR: a tentativa de se manter no cargo

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Depois de respirar um pouco mais aliviado, com a não cassação da chapa Dilma-Temer no Superior Tribunal Eleitoral, a alegria do Presidente golpista durou pouco. Começou, imediatamente depois da absolvição, a corrida para angariar e, se preciso, comprar o apoio do congresso para evitar que Temer seja processado pelos fatos ligados à delação da JBS.

A Procuradoria Geral da República (PGR) já se prepara para denunciar Temer, o homem da mala, deputado Rocha Loures (PMDB), o doleiro Lúcio Funaro e outros ilustres trambiqueiros. Porém, para o processo contra o golpista Temer seguir, é preciso que a denúncia da Procuradoria seja acatada pela Câmara dos Deputados.

Para se defender Temer ameaçou não seguir a escolha do Ministério Público para definir o próximo Procurador Geral da República, cargo ocupado no momento por Rodrigo Janot. Assim sendo, Janot já sabe: Temer vai indicar alguém mais perto ainda de seu compadrio para sentar na sua cadeira.

Para barrar a acusação, Temer precisa conseguir 172 votos entre os 513 deputados. Se levarmos em conta que boa parte do Congresso tem sério problemas com a justiça, essa conta pode parecer fácil, mas não é. Depois da votação do impeachment, todo mundo sabe que o comportamento da Câmara dos Deputados é um pouco excêntrico. E tem mais, o apoio de Temer no congresso se esfarela a cada nova denúncia ou cada novo julgamento que a rede Globo faz contra ele.

Por isso mesmo, o vale tudo. Temer já começou a feira no primeiro dia da semana, compra a bancada de Minas Gerais do PMDB com um cargo no ministério, manda uma mala de dinheiro para o PMDB de São Paulo, e por aí vai…

O PSDB anda discutindo pelo cantos, entre os caciques que são quem decide no partido, se pula com os ratos ou fica com os ratos. Um verdadeiro dilema. Se apoiar Temer, pode sofrer na mão da sua mentora, a rede Globo. Se não apoiar, pode derrubar Temer e ainda colocar o frágil regime abaixo, junto com ele. Provavelmente, quem vai tomar essa decisão são os tucanos de sobrenome Marinho, os donos da rede Globo.

Quem segura Temer? Amparado na brocha, como o pintor de teto que ficou sem escada, essa pergunta tem a sua resposta cada vez diminuindo. Até a hora que alguém perceber que a escada já foi.

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