Rodrigo Maia, o pilar de sustentação do governo golpista

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Desde que foi colocado na presidência da Câmara dos Deputados, em julho de 2016, com o apoio do PSDB e do conjunto dos setores mais diretamente ligados aos planos golpistas, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem sido uma espécie de “pilar de sustentação” do governo golpista, principalmente do falecido político, Michel Temer.

O próprio líder do DEM na Câmara Federal, Efrain Filho (DEM-PB), afirmou que “No primeiro momento, houve uma insegurança (no DEM), mas prevaleceu a tese de alinhamento com Rodrigo Maia, o pilar de sustentação do governo”.

A afirmação de Efrain Filho nada mais é do que, em outras palavras, dizer que o governo golpista não tem sustentação nenhuma, portanto, na medida em que o imperialismo e a ala mais direitista do golpe decidir por tirar esse “pilar”, eles o farão.

Maia, mesmo sendo o principal sucessor de Temer (do ponto de vista “constitucional”), após a retirada do golpista do Planalto pelos donos do golpe, mesmo sendo ainda mais direitista, ele não é o candidato ideal do ponto de vista da grande burguesia, para executar os planos de devastação do país.

O objetivo dos golpistas com a eleição indireta é justamente retirar poderes do Congresso Nacional, ou seja, que o futuro presidente golpista não tenha muitas relações com parlamentares, em vista de não ser facilmente pressionado pelas bancadas do PMDB e outras ligadas à burguesia nacional. Tais ações têm como objetivo garantir uma maior “estabilidade” na aprovação das medidas necessárias para o avanço do golpe e da devastação econômica do País.

Nesse sentido, fica evidente que para os donos do golpe, a “pedra no sapato” que é o Congresso Nacional precisa ser, ou neutralizada, ou que tenha pouca influência na política econômica do governo golpista. É uma manobra política arriscada e que pode aumentar a crise do governo, mas necessária para que o golpe prossiga sem maiores obstáculos e contradições oriundos dos próprios golpistas e seus interesses muitas vezes fisiológicos.

Nesse sentido é que aparecem como principais sucessores em uma eleição indireta, nomes não alinhados a partidos políticos diretamente, ou seja, uma garantia de alguém que continue com a política de destruição nacional sem se preocupar com futuro próprio.

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