Ciro Gomes não esconde seu coração tucano

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Ciro Gomes, o candidato do PDT à presidência, mais uma vez revelou sua verdadeira política. A cobertura esquerdista e de grande “combatente contra o golpe” que procurou preservar, inclusive com a ajuda da própria direita golpista, vai sendo desnudada a cada etapa da situação política.

Dessa vez, diante da iminente queda de Michel Temer, Ciro publicou nota em que defende, de maneira ensaboada como lhe é característico, a eleição indireta do senador tucano Tasso Jereissati. “Se não houver diretas o melhor nome seria o de Tasso e o do ex-ministro Nelson Jobim”, disse.

O fato de Ciro considerar Jereissati o mais “experiente e respeitável” postulante a presidente indireto pode causar espanto entre os desavisados, mas não deveria. Não é segredo para ninguém que o tucano, ex-governador do Ceará, é o padrinho político de Ciro Gomes, que ingressou no PSDB por seu intermédio e depois se elegeu governador, sucedendo o padrinho.

Se antes os defensores de Ciro Gomes poderiam afirmar que o candidato do PDT não tem mais nenhuma relação com o PSDB, a nota elogiosa a Jereissati, que foi recentemente empossado presidente do partido, mostra que a maçã não cai longe da árvore.

A questão é ainda mais profunda. A declaração de Ciro revela uma coisa que ele sempre foi: um típico político burguês, disposto a se adaptar às exigências da burguesia, nesse caso, da ala mais poderosa dela, o imperialismo. O “esquerdismo” de Ciro nunca deixou de ser nada mais do que mera demagogia e tentativa de obter votos de setores de classe média iludidos com discursos.

Ciro Gomes, como já dissemos em mais de uma oportunidade, é uma opção dos próprios golpistas. Uma alternativa que serve para confundir a luta contra o golpe, ou mesmo dividir o apoio de alguns setores da pequena burguesia à candidatura de Lula.

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