Argentina: que Cristina Kirchner seja candidata!

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A principal crise política do nosso país é se Cristina será candidata ou não nas próximas eleições legislativas na segunda metade do mês de agosto (primárias) e 22 de outubro (gerais). Estamos a apenas a três meses para o pleito (menos de 90 dias) e a poucas semanas da apresentação das alianças e de candidatos (14 e 24 de junho). Já não há tempo para duvidar. Todos os partidos e agrupamentos políticos.têm a obrigação de fixar suas posições a respeito. É a partir dessa definição que se vão organizar todas as estratégias eleitorais. O macrismo já iniciou oficialmente a sua campanha eleitoral

com os seus timbres, agora falta que Cristina proclame a sua candidatura e suba à arena. Por outro Lado, ante ao golpe judicial que prepara o macrismo junto a Odebrechet nos próximos dias, a ofensiva golpista de O Globo no Brasil e da intervenção yanki na Venezuela, como Tendencia Piqueteira Revolucionária (TPR), queremos que Cristina seja candidata para responder politicamente a esta ofensiva pró-imperialista. Comos a esquerda que luta para a derrota eleitoral do macrismo.

SE CRISTINA ENCABEÇA, MACRI PERDE AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DE 2017 E AS PRESIDENCIAIS DE 2019

A polarização eleitoral em torno da candidatura de Cristina é tão forte que todos os partidos políticos do país estão divididos sobre esse ponto. Tanto nos meios de comunicação como no macrismo, no peronismo, na esquerda e até no kircherismo há aqueles que creem que favoreceria eleitoralmente a Macri, e nós cremos que a apresentação de Cristina garante, pelo seu próprio volume político, uma derrota eleitoral do macrismo. Opiniões e pesquisas, portanto, há para todos os gostos. O que importa é captar o sentido político de cada proposta.

Os que rechaçavam a candidatura de Cristina sustentavam dois argumentos: 1 – que Cristina candidata dividia o peronismo em 3 partes no principal distrito eleitoral, a província de Buenos Aires (kirchenerismo, Partido Justicialista – PJ e o pró-imperialista Sergio Massa); 2 – que Cristina candidata poria em discussão os 12 anos de kircherismo, e o um ano e meio de governo macrista. A realidade entretanto é exatamente contrária: 1 – Cristina conseguiu forçar o PJ a ir a uma lista comum (seja por meio das primárias abertas simultâneas obrigatórias (PASO) ou uma lista de consenso. 2 – São os protagonistas de todas as lutas populares contra Macri, isto é,os dirigentes dos sindicatos, as multisetoriais contra o aumento das tarifas. As organizações das mulheres e dos dirigentes dos cooperativistas, dos piqueteiros, dos movimentos antirrepressivos e da juventude quem precisamente reclama a candidatura de Cristina. Resta alguma dúvida, então, de quem pode garantir a derrota de Macri?

Entretanto, o mais provável é que não se apresente. E, quem mais se opõe à candidatura de Cristina., não é o Clarin mas a própria Campora, principal agrupamento cristinista. Tanto Máximo Kirchner como Kicillof, referentes da Campora, os mesmos que disseram que estariam dispostos a formar parte de um governo Sergio Massa, se pronunciaram contra à candidatura de Cristina. Textualmente” A candidatura de Cristina é muito funcional ao governo” (kicillof em Ambito, 26/03); ou Máximo “se se apresenta e ganha a eleição, vão acusá-la de ser desestabilizadora”. (Clarín, 12/04)

Que disse Axel Kicillof em Córdoba esta semana? “A questão da candidatura(de Cristina) é realmente secundária. Cristina decidirá a formação das listas, que é o mais importante para assegurar os objetivos que nos estamos dando” (La Voz Del Interior, 25/05). A que objetivo se refere? Entregar a cabecereira da lista para a sobrevivência da Campora em deputados de maneira lateral adaptada ao PJ deos traisdores. Para Campora o fundamental é a eleição de deputados em 2017 e não a eleição presidencial de 2019. Trata-se de um erro fatal: as eleições deste ano não são eleições legislativas mas uma eleição presidencial antecipada. Não apresentar Cristina, portanto, é liquidar o kirchnerismo como alternativa de poder a Macri.

NÃO É O MESMO: SE RANDAZZO ENCABEÇA, A UNIDADE DO PERONISMO É CONTRA CRISTINA

Insistimos que não se trata de quem rende melhor eleitoralmente, mas da função política de cada candidatura. A função da candidatura de Randazzo, do Partido Justicialista (PJ) e ex-ministro de Cristina, é precisamente liquidar o peronismo. As pesquisas são desculpas fabricadas na medida para justificar cada estratégia política. Como denunciamos ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, a TPR quer terminar com a ditadura neoliberal de Macri. E, quanto antes, inclui a as[ida antecipada do governo, melhor. Por isso apoiamos e militamos a favor da interrupção do mandato presidencial por meio de um juízo político como apresenta a Constituição Nacional. Temos que terminar com esta tirania macrista que atenta contra a democracia. Macri é um perigo para a pátria.

Desta posição política, a TPR pergunta: que tem que ver Randazzo com isto tudo? Esteve Randazo em alguma das inúmeras marchas que fizemos contra Macri durante um ano e meio? Se pronunciou Randazzo contra os traidores que votaram em Macri no Congresso a entrega do país aos fundos abutres?

Os que apoiaram Randazzo dizem que “não querem falar do governo kirchnerista”. Mentem. A única coisa que fazem para promover sua candidatura é destacar as supostas virtudes de sua gestão a frente do Ministério do Interior. Entretanto, nada dizem (nem podem dizer) sobre o que fez Randazzo durante todo o governo Macri. Acaso há que recordar que Randazzo esteve 15 meses calado frente a ofensiva macrista? Randazzo não expressa as Praças de março, a Marcha Federal, a luta dos docentes, a luta contra o aumento das tarifas ou pela liberdade de Millagro Sala. Se esquecem, acaso, que enquanto o povo lutava Randazzo se limitou a inaugurar obras de ferrovias junto a Macri? Por isso a TPR diz Randazzo não é um candidato contra Macri. Randazzo é um candidato contra Cristina.

UNIDADE PROGRAMÁTICA É QUE A LISTA DE DEPUTADOS SEJA ENCABEÇADA POR CRISTINA

Por sua vez, o setor de intendentes da Pátria levantou o problema de delimitar campos com os traidores do PJ, muito corretamente, Jorge Ferraresi (intendente de Avellaneda) chamou a uma unidade programática para que não haja novas deserções no Congresso como os deputados que ingressaram em 2015 e Mario Secco, intendente de Ensenada) diretamente pontuou que há que excluir os traidores das listas eleitorais. Este debate tem especial importância em relação ao mecanismo de de conformaçõa das listas – por PASO ou lista de unidade? Como TPR, sutentamos que o importante não é pronunciar-se por um mecanismo ou outro mas assinalar que não se pode negociar é quem encabeça a lista de deputados porque Cristina e Randazzo expressam duas candidaturas presidenciais distintas para 2019. A TPR adverte que entregar a cabeceira equivale a transformação do kirchnerismo de partido de governo a mero complemento parlamentar.. Que sentido tem uma minoria parlamentar anti-macrista em troca de liquidar a única candidatura expressa las lutas contra Macri e preocupa o imperialismo e os monopólios porque pode garantir a derrota de Macri em 2019? Cristina encarna o temor de que volte o populismo. A candidatura de Cristina é o pior pesadelo de Maurício Macri. A TPR quer que esse pesadelo se transforme em realidade.

A FÓRMULA SCIOLI-MAGARIO É DAR DEPUTADOS PARA RANDAZZO NAS INTERNAS E POUPAR MASSA DE UMA DERROTA CONTUNDENTE NAS GERAIS

Por sua vez, a variante de apresentar nas PASO a fórmula Sciolli-Magario (dirigentes vinculados a Cristina) é uma forma dissimulada de acordo com Randazzo e fazer-lhe um grande favor a Massa. Os fatos são claros: Cristina é a única dirigente política com as condições para sepultar a intenção de Rqandazzo de liquidar o kerchnerismo. Qualquer outra fórmula, ou perde ou não extrai um diferença suficiente como para derrotaar definitivamente a listra de traidores. Ademais, os meios indicam que Massa se veria forçado a apresentar-se não somente para competir com Cristina, mas independentemente de se se apresenta Cristina, para sobreviver politicamente e não permanecer anulado de cara nas presidenciais de 2019.

A fórmula Sciolli- Magario não só não garante derrotar a Randazzo mas que menos ainda garante derrotar Massa.

Inclusive se Sciolli tira alguns votos mais que Massa, o que está claro é que não tem as condições para desenvolver uma polarização com o macrismo que anule ao massismo. Hoje não há outra candidatura que não seja a de Cristina para desenvolver uma polarização contra Macri que barra todas as variantes que durante este ano e meio capitularam ante o macrismo, como são os casos de Massa e Randazzo. 

PERONISMO UNIDO NÃO É FRENTE CIDADÃ NEM É FRENTE ANTI-MACRI

A partir da enorme luta popular contra a vitoria eleitoral de Macri Cristina teve a oportunidade de formar uma nova força política e decidiu não fazê-lo. Ela soube interpretar o momento quando em abril de 2016 convocou uma Frente Cidadã e logo decidiu sepultar essa alternativa em dezembro. Se o kirchnerismo perdeu a eleição de 2015 foi porque não pôs um candidato da luta popular mas um candidato pejotista, como é o caso de Sciolli, quem foi candidato à presid~encia em 2015 pela Frente para a Vitória de Cristina. Seu caráter cúmplice do neoliberalismo permaneceu claro sob o governo de Macri. Randazzo esteve calado este ano e meio, enquanto que Sciolli se dedicou a reconstruir o PJ junto aos traidores e a bancar Macri na crise pelos Panamá Papers. Exatamente o contrário qo que fizemos o kirchnerismo, os sindicatos e a esquerda que ganhamos as ruas contra Macri. Pactar com os traidores, essa é a

Diferença entre o peronismo unido e a frente anti-macri. Pode haver um peronismo unido que não seja uma traição ao povo que luta cntra Macri? Isso depende de se os traidores do PJ aceitam que encabece Cristina. Até ontem parecia impossível. Hoje, produto do fracasso do PJ em armar um candidato competitivo, está aberta a possibilidade.

Depende de Cristina se a aproveita ou não.

NÃO VOTAMOS EM MENEM NÃO VOTAMOS EM MASSA NÃO VOTAMOS EMN PERONISTAS NEOLIBERAIS.

 

Por sua vez, o setor de intendentes da Pátria levantou o problema de delimitar campos com os traidores do PJ, muito corretamente, Jorge Ferraresi (intendente de Avellaneda) chamou a uma unidade programática para que não haja novas deserções no Congresso como os deputados que ingressaram em 2015 e Mario Secco, intendente de Ensenada) diretamente pontuou que há que excluir os traidores das listas eleitorais. Este debate tem especial importância em relação ao mecanismo de de conformaçõa das listas – por PASO ou lista de unidade? Como TPR, sutentamos que o importante não é pronunciar-se por um mecanismo ou outro mas assinalar que não se pode negociar é quem encabeça a lista de deputados porque Cristina e Randazzo expressam duas candidaturas presidenciais distintas para 2019. A TPR adverte que entregar a cabeceira equivale a transformação do kirchnerismo de partido de governo a mero complemento parlamentar.. Que sentido tem uma minoria parlamentar anti-macrista em troca de liquidar a única candidatura expressa las lutas contra Macri e preocupa o imperialismo e os monopólios porque pode garantir a derrota de Macri em 2019? Cristina encarna o temor de que volte o populismo. A candidatura de Cristina é o pior pesadelo de Maurício Macri. A TPR quer que esse pesadelo se transforme em realidade.

Cristina tem uma oportunidade e uma responsabilidade histórica. O povo quer que se apresente. A TPR exige que Cristina seja candidata. 

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