Eleições na APEOESP: votação da chapa do PCO foi a única que cresceu

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Chegando ao final da apuração, a Chapa 2 – Educadores em Luta contra o golpe (PCO) mostrou presença em milhares escolas e foi a única chapa a crescer nas eleições para a direção do Sindicato dos Professores de S. Paulo (APEOESP).

Com 58.859 votantes, o quórum da eleição diminuiu mais de 13% em relação às últimas eleições realizadas em 2014, quando 67.810 votos foram contabilizados.

Segundo o companheiro Antonio Carlos Silva, candidato a presidente da APEOESP pela Chapa 2, “nessas condições de decréscimo verifica-se que todos os grupos reduziram sua votação com a única excessão da nossa chapa, a Chapa 2”.

A chapa do PCO viu sua votação crescer em quase 50%, saltando de 3.439 votos em 2014 para 5.077 nesta eleição. Isso em uma eleição com cerca de 9 mil votos a menos.

A disputa entre as alas da direção

As queixas de fraudes feita pelos dois lados (chapa 1, da Articulação-PT; e chapa 3, Psol, PSTU e mais de 20 outros grupos) ao longo do processo foram as mesmas, em geral, da última eleição.

Um dos vários exemplos disso foi o acalourado debate entre as duas chapas por volta das 16h de sábado por causa da urna nº 1.484 de Penápolis com 198 votos, denunciada pela chapa 3 de apresentar cédulas sem assinaturas de mesários ou fiscais e que por esse motivo deveria ser anulada. O que os integrantes da chapa 3, incluindo seu advogado não mencionaram durante a discussão foi que o mesmo problema ocorreu em Ourinhos com a urna nº 1.477 na qual observou-se também 3 cédulas sem assinaturas e que a chapa 3 fez vistas grossa por ter mais cédulas favoráveis.

Enquanto a chapa 1 e a chapa 3 se engalfinharam para apontar os esquemas que ambas se utilizam na votação e nas subsedes a apuração revela o significativo decréscimo em quantidade de votantes nas duas chapas.

A chapa 1 viu sua votação cair 15,5%, perdendo 5.572 votos em relação a 2014.

A chapa 3 (que agrupou as chapas 2 e 4 das eleições passadas) perdeu 17,68% do seu eleitorado, se comparado à votação combinada das chapas capitaneadas pela Intersindical e a Conlutas em 2014. Foram 4.632 votos a menos.

O balanço parcial das eleições, feito no local da apuração pelo companheiro Antônio Carlos, mostrou que as duas alas da direção perderam mais de 10 mil votos, enquanto que a nossa corrente, um produto da luta política contra o golpe no interior da categoria, se fortaleceu.

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