Agrupar novamente a oposição no movimento sindical dos Correios

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Com o golpe de Estado, os trabalhadores dos Correios ameaçados de se transformar em uma categoria extinta, se mobilizaram para realizar mais uma greve contra a direção golpista da ECT.

A greve iniciou no dia 26 de abril de 2017, contra as ameaças dos golpistas do governo Temer de cancelamento de férias, demissão em massa (25 mil demissões), fechamento de agências (250 agências) e retiradas de direitos conquistados (a exemplo do Plano de Saúde) tudo visando à entrega da empresa para o capital estrangeiro, através da privatização da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).

A greve durou 12 dias e mais uma vez foi derrotada pelos sindicalistas ligados ao PT, PCdoB e PSTU, terminou com um acordo de rendição, onde os sindicalistas avalizaram as demissões da empresa pelo PDI (Pedido de Demissão Incentivada),  jogando o futuro do plano de saúde da categoria nas mãos dos ministros biônicos do golpista TST (Tribunal Superior do Trabalho).

A questão do fechamento das agências sequer entrou em acordo.

Para conseguir  quebrar a greve, a burocracia sindical da Fentect (Federação nacional dos Trabalhadores dos Correios), controlada pelo PT, PSTU com auxilio da Intersindical e LPS entregaram o controle da greve nas mãos da direção da ECT, através da Findect (federação fantasma criada pela ECT na época da ditadura militar, que é composta por sindicalistas do PMDB e PCdoB).

Com isso, as maiores bases sindicais, como São Paulo e Rio de Janeiro ficam sob o controle dos traidores da direção da ECT, através dos sindicalistas do PCdoB da Findect.

Não demorou muito para esses sindicalistas proporem a rendição da categoria, apresentando como vitória a categoria ter conseguido ser recebido pelos golpistas. Um verdadeiro escárnio. O que foi acompanhado na sequencia pelos demais sindicatos no país.

A derrota da greve dos trabalhadores dos correios aconteceu sem resistência, por que já não existe mais oposição à burocracia sindical.

O agrupamento de oposição no movimento sindical dos Correios, que chegou a vitória no Congresso da Fentect de 2012 foi desmantelado pelos sindicalistas de Minas Gerais, que romperam com o PCO, mas usando a autoridade política desse partido, levou toda a oposição a conciliar com a burocracia sindical, principalmente com a Findect, apoiando dos acordos de unidade com os pelegos na campanha salarial e nas greves da categoria.

Diante disso é necessário rearticular a oposição. Somente uma luta contra setores da burocracia sindical que estão todo ano entregando as lutas da categoria, os trabalhadores dos Correios vão conseguir impedir a privatização da empresa e por consequência a sua extinção da categoria.

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