MAIS quer que a direita e a Globo convoquem eleições diretas

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O MAIS, Movimento por Alternativa Socialista Independente, é um grupo que saiu do PSTU em meados do ano passado. Depois de defender a política golpista até depois do impeachment de Dilma Rousseff, antigos dirigentes e militantes racharam para formar o MAIS, que manteve a política no fundamental, mas um pouco mais disfarçada.

O golpe, que para o PSTU não existiu, para o MAIS não passa de um “golpe parlamentar”, o PT, que para o PSTU é de direita, para o MAIS é simplesmente um dos principais culpados pelo golpe que ele mesmo sofreu. O MAIS tem na política do grupo, o DNA morenista, que tenta falar que é algo, mas outro, que é golpe, mas não é, que é grego e troiano ao mesmo, escondem que são iguais à organização de onde saíram, só que mais dissimulados.

Agora, diante da crise de Temer, que está por um triz depois que a rede Globo decidiu derruba-lo, o MAIS segue a posição tradicional de toda a esquerda pequeno-burguesa. Pedir eleições. Embora também seja um erro, no caso do PT, que também advoga pela medida, a defesa das eleições como solução para a crise faz parte de um programa plausível, proposto por um partido que é o maior do regime político, que fez parte de quatro mandatos presidenciais. Estão propondo algo que pode acontecer, não reverterá o golpe, não organiza os trabalhadores, uma saída burguesa para a crise, como lhes é tradicional, uma saída, ainda que improvável.

Para o MAIS, no entanto, defender eleições diretas nesse momento é uma política totalmente inócua, é defender o nada.

Com o controle total do regime pelos golpistas, a eleições diretas só seriam convocadas se dessem o governo para um representante da direita. Em primeiro lugar, é um ingenuidade acreditar que a rede Globo está descartando o golpista Temer para devolver o governo para a esquerda através de eleição direta. Em segundo lugar, se houver uma mobilização poderosa o suficiente para impor as eleições, ainda se trata de um terreno propício para manobras.

Diante de um golpe de Estado, que está modificando profundamente o regime político, qualquer palavra de ordem que não leve este fato em consideração é uma adaptação ao golpe. Em primeiro lugar é preciso derrotar o golpe, colocando para fora todos os golpistas. Para isso, é preciso anular o impeachment, devolvendo ao poder a presidenta eleita.

Essa é a única palavra de ordem possível que não cria confusão entre a esquerda e os coxinhas, que não deixa para a direita e a burguesia a margem de manobra para conter qualquer mobilização. O MAIS, depois de acusar o PT de todas as coisas do mundo, segue o PT na ilusão parlamentar pequeno burguesa da democracia, mesmo diante de um golpe dado pela direita mais antidemocrática.

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