Trabalhador não faz coro com a direita golpista!

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Nessa quarta-feira (17), deu-se início o falecimento do Governo Temer, assim como a destruição política de outros nomes, como o golpista Aécio Neves – em quem os “coxinhas” votaram para se livrar da corrupção. A esquerda pequeno-burguesa, que nunca acertou uma só análise, levantou os braços e comemorou as últimas notícias.

É importante salientar que essa ofensiva contra o golpista que substituiu a presidenta Dilma está sendo operada pelo próprio conjunto golpista. Somente análises muito míopes, como a dos morenistas brasileiros, não levam em consideração que, se uma ala à direita de Temer decreta o fim de seu governo, o golpe de Estado no Brasil tende a se aprofundar. Lembremos que, com a queda de Temer, quem assumiria, inicialmente, é Rodrigo Maia (DEM), até se decidir, por eleições indiretas, a nova marionete golpista. Não é o povo que sai ganhando nessa.

Desde maio de 2016, mês em que o golpista assumiu interinamente o governo, o PCO anunciou que Temer não era o candidato que mais serviria aos interesses econômicos do imperialismo mundial e que, por isso, possivelmente seria derrubado em algum momento. Desde lá, portanto, palavras de ordem esquerdistas que exigiam somente a queda de Temer mostravam-se completamente confusas, pois não consideravam o que viria depois.

A esquerda pequeno-burguesa, porém, não se atentava a isso e, como num coro religioso, pedia a queda do golpista, cerrando fileiras com a estratégia da direita. Agora a situação já está mais do que escancarada: o “Fora, Temer!” interessa especialmente aos setores mais golpistas do Brasil.

É inadmissível que a esquerda faça frente com os fascistas do MBL e com a Globo contra o presidente golpista. Gritar “Fora, Temer!” é alinhar-se aos próximos passos da direita. A única posição coerente da classe trabalhadora é a luta contra o Temer e contra a direita que se opõe a ele, e a maneira exclusiva de fazer isso é apontando uma perspectiva positiva, ou seja, exigindo a anulação do impeachment de Dilma e, assim, a anulação de todas as medidas do golpe.

Todos os que lutam contra o golpe de Estado devem lutar contra todas as medidas dos golpistas, inclusive aquela que tirou a presidenta Dilma do poder. Portanto, é imprescindível a organização da classe trabalhadora pela exigência da volta de Dilma; só assim se pode enfrentar de frente a direita golpista.

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