APEOESP: fortalecer a oposição de verdade para lutar contra o golpe

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Com o anúncio, nesta quarta-feira, 17, da iminente queda do governo ilegítimo de Michel Temer, entramos na segunda fase do golpe de Estado, com a burguesia decretando  o fim do governo Temer diante da sua clara incapacidade em impor os ataques contra os trabalhadores,  como as “reformas” da Previdência e trabalhista.

A direita golpista quer tirar Temer para manter e aprofundar a ofensiva de destruição do ensino e saúde públicas, privatizações em larga escala, terceirizações e demissões em massa, destruição da indústria nacional, maior cassação de direitos democráticos do povo e repressão à luta dos explorados etc.

A missão do “eleito” pela direita golpista pra substituir temer – seja quem for – será recrudescer o ataque contra todas as forças populares, até com o uso das forças armadas, se necessário, e a inviabilização das eleições em 2018.

É o momento mais grave que o Brasil já enfrentou nos últimos anos. É preciso organizar a resistência, de todas as organizações dos trabalhadores, com uma política correta e usar de todas as armas possíveis e imagináveis para derrotar a ditadura, a direita e o fascismo e sua ofensiva contra os trabalhadores.

Mais do que nunca, precisamos de sindicatos fortes, pois, com a segunda fase do golpe se intensifica também os ataques contra os sindicatos, a CUT e todas as organizações de luta dos trabalhadores.

As eleições para a diretoria da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – no próximo dia 25, ocorrem em mai a este cenário de grave crise.

Nessas eleições é preciso lutar por fortalecer  setor da categoria mais atuante na luta contra o golpe, organizado na Chapa 2  – Educadores em Luta contra o golpe,  que tem na presidência o professor Antônio Carlos Silva, uma das principais lideranças das lutas da categoria contra os governos tucanos inimiga da Educação e contra o golpe de estado.

A Apeosp, tem um papel destacado na luta dos trabalhadores de todo o País, por ser o maior sindicato da América Latina e a presença em sua direção de um setor combatia e classista e que tem a clareza da política do PCO, diante da situação é uma ferramenta da maior importância na luta que virá na próxima etapa.

Para que essa entidade representativa de classe, com uma base de mais de 300 mil trabalhadores (entre ativos e aposentados) e 190 mil associados, possa se mobilizar e ajudar a enfrentar a segunda fase do golpe, é preciso intensificar a campanha na chapa de luta contra o golpe, contra as duas chapas da diretoria: a chapa 1 (do PT e PCdoB), que detém 60% dos cargos da diretoria e que vacila e capitula na luta contra os governos golpistas, por conta de sua política de colaboração de classes e a chapa 3 (do PSTU, MAIS, PSOL e satélites) que inclui setores que apoiam golpe, defendem a prisão de Lula e são aliados de inimigos dos trabalhadores como  deputado “Paulinho da Força” (do Solidariedade).

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