Jurista do PSDB que assinou impeachment de Dilma Rousseff defende eleições indiretas

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Em entrevista à Radio CBN o jurista Miguel Reale Júnior disse preferir que Michel Temer renuncie ao cargo ao invés de que seja feito um novo processo de impeachment e que o novo presidente seja eleito de forma indireta. Reale Júnior é coautor do pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff ao lado de Janaina Pascoal e Hélio Bicudo.

Para Reale Júnior,  “O Brasil não aguentaria [um novo processo de impeachment]” para o jurista “Seria melhor se ele renunciasse, um novo processo de impeachment é um processo muito doloroso, o país está no momento de início de saída da recessão.” O jurista tucano disse ser contra eleições diretas, pois iriam contra a constituição e defendeu que o Congresso escolha uma figura “isenta” e com experiência “administrativa” e indicou os parlamentares Cristovam Buarque (PPS-DF) e Álvaro Dias (PV-PR).

Reale é tucano e tem vasta carreira política, foi apoiador da ditadura militar e integrou comissão que julgava casos de desaparecidos políticos da Ditadura tendo sempre posicionamentos contrários aos desaparecidos. É amigo pessoal do ex-reitor interventor da USP, João Grandino Rodas e foi ministro da Justiça do governo FHC. Para completar é filho de Miguel Reale destacado membro do Integralismo brasileiro.

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