Dirigente da CUT e dos metalúrgicos defende a realização de mais uma Greve Geral

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Os trabalhadores brasileiros caminham, acertadamente, para outra greve geral. Argumentando em uma audiência pública, o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Sérgio Nobre, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou que se os direitos dos trabalhadores não forem ouvidos pelos parlamentares, haverá outra greve geral. Essa disposição para organizar e fazer desenvolver a luta trabalhista, percebida por amostragem na paralisação do dia 28 de abril, vai cada vez mais sendo refletida em falas como essa de dirigentes da CUT.

Na avaliação de Nobre, pela “reforma” trabalhista os sindicatos serão cada vez mais desconsiderados pelo governo golpista de Temer, pois são dispensados das comissões de empregados. Isso representa um grande retrocesso na luta dos trabalhadores, porque além da terceirização que já praticamente decreta o fim dos sindicatos, eles não representarão mais a liberdade dos trabalhadores de se organizarem para a defesa de seus direitos.

A “reforma” trabalhista possibilita a completa precarização do trabalho. Sobre isso, afirma Nobre: “Queremos emprego de qualidade, não um emprego qualquer. Qual trabalhador com contrato em tempo parcial, intermitente ou terceirizado pode ter a tranquilidade de comprar uma geladeira, um automóvel em 30 prestações? Qual vai ter a tranquilidade de entrar em um financiamento da casa própria? Não vai fazer. É uma reforma recessiva”.

É importante a disposição da CUT para uma greve geral nesse momento de ataques aos direitos dos trabalhadores conquistados ao longo de décadas. Contudo, é mais importante ainda, fazer o embate para a construção de uma greve geral política independentemente se houver recuo golpistas ou não. Em caso de um recuo e a abertura de negociações, a greve geral política ganha contornos de maior necessidade e combatividade, pois abriria o caminho para a anulação do impeachment, que é o objetivo político concreto para quem luta contra o estado de exceção vivido pelo Brasil no último ano.

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