Sindicalistas dos Correios são a favor de demissão em massa

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Nesta terça-feira (16), a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) anunciou no seu boletim Primeira Hora (boletim interno para os funcionários dos Correios) que irá começar um novo processo de demissão na empresa.

O boletim informa que o novo PDI (Processo de Demissão Incentivada) terá como função colocar para fora da empresa os aposentados e funcionários mais antigos, que segundo os golpistas que controlam a ECT, seriam os grandes responsáveis pela crise dos Correios, pois seus salários são um peso para a empresa, ignorando que a empresa foi justamente construída por essas pessoas.

Até aí não há novidade nenhuma, pois Guilherme Campos, presidente golpista da ECT, foi justamente colocado nesse cargo pelo governo golpista de Michel Temer para preparar a entrega desse patrimônio nacional ao capital estrangeiro, e para isso precisa cortar gastos, reduzir o custo da folha de pagamento, retirar direitos conquistados, como o plano de saúde da categoria.

O que destoa de antigos processos de privatizações acontecidos na era Fernando Henrique Cardoso é que agora, segundo o boletim interno da ECT, os sindicalistas dos Correios, após a greve de 12 dias realizada no mês de maio, assinaram um documento que autoriza os Correios demitir através do PDI.

É uma traição sem tamanho realizado pelos sindicalistas, que estão aceitando que a ECT demita trabalhadores, e pior, no momento em que há um déficit de mão de obra na empresa que supera mais de 100 mil trabalhadores.

Sempre, em todas as pautas de reivindicações da categoria, os trabalhadores reivindicavam a contratação e novos funcionários, inclusive com o reenquadramento de todos os terceirizados em funcionários dos próprios Correios com a isonomia salarial e de direitos dos demais trabalhadores.

O abandono dessa reivindicação e a submissão desses dirigentes sindicais frente aos golpistas dos Correios são sinais claros de que os trabalhadores precisam substituir completamente esses dirigentes sindicais, a começar pelos pelegos da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).

Esses sindicalistas foram incapazes de sequer anunciar na categoria que existia no Brasil um golpe de Estado que estava a serviço da privatização. Abaixo as direções sindicais subservientes ao golpe de estado no Brasil.

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