CNTE aprova participação dos educadores no Ocupa Brasília e na greve geral prevista para junho

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O Conselho Nacional de Entidades (CNE) reunido nessa sexta-feira (12) em Curitiba aprovou por unanimidade o calendário de mobilização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação tendo como uma das pautas principais a participação do Ocupa Brasília, no próximo dia 24 e na greve geral para junho.

Reunidos em Curitiba, logo após o ato do dia 10 na capital paranaense contra a prisão do ex-presidente Lula, onde reuniu dezenas de milhares de pessoas para lutar contra o golpe e as arbritrariedades do Musollini de Maringá, Sérgio Moro, os Conselheiros das entidades filiadas à CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) aprovaram o novo calendário de mobilização que tem dentre as pautas o Ocupa Brasília, no próximo dia 24, e a participação dos trabalhadores na educação na próxima greve geral para o início de junho.

Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo Filho, “vamos manter contato com as centrais sindicais para a construção da nova greve geral para o início de junho, além de nossa participação nas demais atividades convocadas pelas centrais”. (site CNTE 12/5/17)

As deliberações dos Conselheiros é mais um passo importante na luta dos trabalhadores do ensino contra os avanços da política da direita golpista. Congelamento dos gastos públicos por 20 anos com profundo cortes nos gastos com a Educação, fim das aposentadorias, liquidação da CLT, que abre caminho para legalização de jornadas de 12h ou mais de trabalho diário, contrato temporário de até 8 meses, eliminação de férias, terceirizações, dentre outras medidas dos golpistas que visa liquidar como os direitos dos trabalhadores para beneficiar os capitalistas em crise.

A CNTE é a maior Confederação de Trabalhadores da América Latina, tem na sua base alguns dos maiores sindicatos do país, tais como a APOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) com mais de 190 mil filiados e, diante dos ataques, não só aos trabalhadores da educação, mas aos trabalhadores e de toda a população, as deliberações tomadas polo CNE são de vital importância, não só para a categoria como também para o conjunto do movimento contra o golpe de Estado.

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