Burocracia sindical dos Correios se propõe a ajudar os golpistas a privatizar a empresa

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Dia 11 de maio foi realizada no Congresso Nacional golpista uma audiência pública, através da Comissão Legislativa Participativa, entre representantes dos Trabalhadores dos Correios, deputados federais e o presidente golpista da ECT, Guilherme Campos.

O presidente dos Correios reforçou sua missão de destruir a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) através de seu programa de fechamento de 250 agências próprias da empresa, demissão de 25 mil trabalhadores e retirada de direitos dos trabalhadores que restarem na empresa, a começar pelo plano de saúde da categoria.

Mostrando que o golpista não está interessado na opinião da categoria, Guilherme Campos sequer mencionou a insatisfação da categoria com suas medidas, que levou a uma greve no mês de maio de 12 dias, e reforçou que irá implementar esses ataques, com o nome de reestruturação, que no fundo tem o objetivo de reduzir gastos da ECT para viabilizar a entrega do patrimônio.

Já as representações sindicais dos trabalhadores dos Correios, que antes da realização da greve da categoria participavam de audiências na Câmara e no Senado dizendo que iriam enfrentar o golpista, inclusive com a palavra de ordem de Fora Guilherme Campos, nessa audiência estão querendo ajudar o presidente golpista dos Correios administrarem a “crise” da empresa.

Depois de traírem o movimento grevista, orientando os trabalhadores recuarem da greve e aceitar as demissões através do PDI (Processo de Desligamento Incentivado) que o governo golpista propõe para reduzir o já deficitário quadro funcional da empresa, os sindicalistas ofereceram o suor do trabalhador para a empresa explorar.

Aceitaram discutir com o golpista a implantação de novos serviços, em que obviamente aumentará a já pesada carga que os trabalhadores sofrem no dia-dia.

O que mais chamou a atenção na audiência é que desapareceu a animosidade da burocracia sindical com o golpista, pois já não se via nenhuma manifestação de “Fora Guilherme Campos!”.

Apesar dessa palavra de ordem ser ineficiente, já que os trabalhadores não estão lutando apenas contra um individuo mal intencionado, mas contra um golpe de Estado, que retirou do governo, uma presidenta eleita, para colocar um governo capacho dos interesses capitalistas internacionais, onde a pauta é a destruição dos direitos e a entrega do patrimônio, nem isso os sindicalistas da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) estão defendendo, muito menos os agentes patronais da federação fantasma (Findect).

Para lutar contra a privatização dos Correios, a única saída é a derrubada do golpe, a ilusão nos deputados do Congresso Nacional, que já estão entregando o petróleo nacional é levar os trabalhadores dos correios para sua destruição.

Tratar golpistas como administradores do bem público e ainda se submeter a ajudá-los em sua tarefa, ou é burrice, ou estão esperando que vão ganhar alguma coisa com a privatização da empresa, vamos sugerir que se trata apenas de um ato de burrice e mediocridade na luta política que se instaurou com o golpe no país.

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