Lava Jato chega à Venezuela

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Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, assinou pouco depois de ser presa um acordo de delação premiada, assim como seu marido. Entre as delações que elaborou para contentar as autoridades responsáveis pela operação Lava Jato, está a delação contra o governo da Venezuela. Segundo Mônica Moura, a campanha de Hugo Chávez à presidência em 2012 teria usado dinheiro de caixa dois.

O dinheiro teria sido pago ao casal de marqueteiros em espécie pelo atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro, então chanceler. O valor chegaria a US$ 35 milhões, e parte do dinheiro teria sido captado junto às construtoras brasileiras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

Com essa delação, cujo prêmio ainda não se sabe qual será, a Lava Jato atinge mais uma vez um governo nacionalista burguês alvo de campanha golpista dirigida pelo imperialismo. Há mais de uma década a direita venezuelana tenta tomar o poder à força, impulsionada pelo imperialismo com uma campanha golpista.

Esse fato mostra que a direita golpista no continente funciona como uma orquestra. Aécio Neves visita Henrique Capriles, um é golpista aqui, o outro é golpista lá. É como se alguém comandasse a operação de fora da região, espetando alfinetes em um mapa. Tudo o que Mônica Moura diz teria acontecido em outro país, não há nenhuma prova ou investigação, mas serve à propaganda golpista na Venezuela. A delação é extremamente conveniente para os golpistas, como sempre.

É a exportação de uma operação golpista do Brasil para toda a região, em proveito da política do imperialismo. Uma espécie de Internacional Demagógica da direita para usar um pretenso combate à corrupção contra adversários políticos.

O objetivo da coalizão golpista na Venezuela é o mesmo objetivo dessa coalizão em toda a região: implantar a política do imperialismo para os países atrasados. Uma política de ataques aos trabalhadores em suas condições de vida e em suas organizações, além do saque das riquezas do país.

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