O dia em que a República do Paraná dos golpistas foi confrontada e derrotada

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O dia 10 de maio começou agitado em Curitiba. Centenas de ônibus de caravanas vindas de todo o País chegaram à capital paranaense para lutar contra o golpe de Estado no Brasil e contra a prisão de Lula.

O ato começou bem cedo, com movimentação no acampamento do MST, localizado próximo ao estádio Durival Brito e Silva, do Paraná Clube. O local era o primeiro ponto de encontro dos militantes que chegavam desde os dias anteriores. O acampamento havia sido atacado com rojões por fascistas, resultando em pelo menos uma pessoas ferida.

No meio da manhã, trabalhadores, camponeses, jovens e ativistas começaram a se dirigir à Praça Santos Andrade, em frente ao prédio da faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná onde foi realizado o grande ato contra a prisão de Lula.

O ato contou com a participação de cerca de 20 mil pessoas. Caravanas de quase todos os estados brasileiros, de centenas de cidades, engrossaram o ato, que contou com a presença de milhares de pessoas de Curitiba. Conforme o PCO vinha falando, foram milhares de guarda-costas do ex-presidente Lula.

O grande ato, disposto a impedir a prisão do ex-presidente, foi essencial para obrigar Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá, e a direita golpista a recuarem.

Lula chegou para o depoimento a Moro com várias lideranças do PT e parlamentares e caminhou no meio do povo. A presidenta Dilma Rousseff também o acompanhou. Por volta das 13h30 se dirigiu à sede da Justiça Federal, local do depoimento marcado para as 14h.

Os arredores da Justiça Federal foram isolados pela polícia. Grades e um gigantesco contingente policial fizeram barreira contra qualquer tentativa de aproximação. Apenas tiveram acesso pessoas previamente cadastradas e autorizadas.

A imprensa procura esconder o apoio a Lula em Curitiba. Deu destaque para as pequeníssimas manifestações de direita, em apoio a Moro e a Lava Jato, como se fossem grande coisa, mas não foi nada. Ou melhor, foi um grande fracasso, segundo a própria imprensa golpista, os coxinhas mal teriam conseguido agrupar 100 pessoas.

O dia 10 de maio foi uma importante vitória da luta contra o golpe. Os golpistas estão na defensiva, é preciso agora intensificar a mobilização, colocando como ponto central a derrota do golpe e da operação golpista da Lava Jato. O próximo passo da luta é a caravana para Brasília contra as medidas do governo golpista como as reformas da Previdência e trabalhista. Tudo isso deve preparar uma greve geral, ainda maior do que a do dia 28, dessa vez com duração de 48 horas. É preciso mobilizar a classe operária até que os golpistas sejam derrotados.

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