Massacre e tortura contra os movimentos sociais

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À medida que o golpe avança, as forças conservadoras ganham mais espaço e se sentem à vontade para atacar de forma brutal aqueles que ousarem resistir, e a Polícia Militar, instituição que tem vontade própria se achando acima da lei e de qualquer outro poder, aumenta a repressão.

Esta semana um caso tornou bem visível como a PM de todo país se sente à vontade para massacrar os movimentos sociais que lutam por moradia, emprego, condições sociais, por um lugar ao sol dentro de uma sociedade que insiste em manter-lhes à margem da mesma.

A PM foi retirar, mesmo sem mandato de reintegração de posse, famílias que ocuparam um terreno na região metropolitana de Belo Horizonte, mostrando mais uma vez para quem a corporação trabalha, ou seja para proteger o patrimônio da burguesia.

Na ação uma adolescente de apenas 14 anos, Nathaly Gabriela, integrante do Movimento de Luta nos Bairros (MLB), foi atingida de forma proposital e à queima roupa com um tiro na boca com uma bala de borracha, por pouca a garota não fica cega ou até vai a óbito.

O caso não é um fato isolado. Em todo o país se repete e os movimentos sociais estão sendo massacrados de forma brutal pelos agentes do golpe, e os mesmos usam de argumentos vazios para justificarem as ações de repressão.

Uma verdadeira ditadura está se instalando de forma silenciosa e cresce a cada dia, porém os trabalhadores não demonstram vontade de recuar, pelo contrário, a resistência vem aumentando e ganhando força a cada passo que o golpe dá.

Os movimentos sociais precisam ser fortalecidos e se unificarem cada vez mais, pois só é possível pensar em resolver os problemas dos explorados quando o golpe for derrotado de forma definitiva.

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