Pelegos se juntam aos golpistas para atacar greve dos Correios

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A greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao seu décimo dia. Uma greve que foi deflagrada em 25 estados do país, em 33 sindicatos da federação.

Os trabalhadores dos Correios, percebendo a feracidade dos golpistas que tomaram conta do país e querem a privatização dos Correios, entregando o patrimônio nacional para os capitalistas estrangeiros do mercado postal, entraram decididos na greve, para barrar esse processo criminoso.

Guilherme Campos, presidente golpista da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), menino propaganda da privatização, em menos de um ano controlando a empresa, demitiu 8 mil funcionários através do PDI (Processo de Demissão Incentivada), prometendo a demissão de mais 25 mil trabalhadores, além de fechamento de 250 agências próprias e retiradas de direitos dos trabalhadores como o plano de saúde da categoria.

Com isso, no dia 26 de abril às 22 horas começou uma greve forte na empresa, por tempo indeterminado, no entanto, qualquer grevista experiente sabe que a paralisação teria que se desenvolver para ações mais radicais, como ocupação dos prédios dos Correios para dobrar os golpistas, e que possíveis negociações satisfatórias com os golpistas só poderiam ser bem sucedidas com a pressão da mobilização.

Mas para a burocracia sindical da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) que até agora não consegue dizer para a categoria que ouve um golpe de Estado no Brasil, não consegue tratar os criminosos como Guilherme Campos e companhia como golpistas. Apostaram novamente na choradeira que realizam nas mesas de negociação.

Os sindicalistas participaram de uma mesa de negociação com o golpista, Guilherme Campos, em São Paulo, em pleno feriado do primeiro de maio, esperando que os golpistas deixassem de fazer o que já prometeram a seus donos, o capital estrangeiro, de que vão entregar a empresa.

No final da reunião, Campos reafirmou que irá demitir os trabalhadores dos Correios, fechar agências e retirar direitos, destruindo o atual plano de saúde da categoria.

Com o impasse da primeira conversa com os golpistas, as conversas entre os “representantes” da categoria e os golpistas seguiu o roteiro original, ou seja, a entrada no jogo do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que representa um túmulo dos direitos dos trabalhadores.

No TST, o golpismo e a privatização dos Correios foram reforçados com a chantagem e ameaças tradicionais dos juízes biônicos desse tribunal, como a de que os trabalhadores dos Correios não podem fazer greve, pois tem que manter 80% do efetivo trabalhando, sob a pena de multas milionárias, uma decisão absurda, já que nem em momentos de maior produtividade da empresa o contingente operacional dos Correios atinge 80%.

Sindicalistas pelegos se juntam aos golpistas para acabar com a greve dos Correios

Como era de se esperar a reunião terminou novamente sem nenhum acordo, mas com os golpistas conseguindo um reforço na luta contra a greve dos trabalhadores dos Correios: a maioria dos “representantes” da categoria.

Sindicalistas que são conhecidos por trair os trabalhadores, ligados à federação fantasma (Findect) e acompanhados por sindicalistas avulsos anunciaram que iriam fazer assembleias para assustar os trabalhadores, dizendo que a categoria deve se render aos golpistas e aceitar a privatização, em troca de não ter os dias descontados, com a promessa de negociar com os golpistas todos os seus ataques, mas trabalhando, sem a pressão da greve.

Os primeiros a atacarem o movimento, como já era de se esperar, foram os filhotes da direção da ECT, ligados à federação fantasma (Findect), que soltaram um documento dizendo que os trabalhadores teriam que se render a privatização e voltar para o trabalho com a “proposta” da ECT, que promete cobrança no plano de saúde.

Em Bauru, o sindicalista do PMDB golpista, Gandra, presidente da federação fantasma (Findect) correu para se aliar aos golpistas em favor da privatização e pelo fim da greve.

Em Brasília, Amanda Corcino, conhecida pelo apelido de Amanda “Marmitex”, não deixou por menos, e lembrando seus tempos em que seguia a orientação do PCdoB, também acompanhou a orientação da federação fantasma e matou a greve na capital do país.

Em São Paulo, principal local para derrotar ou vencer qualquer greve dos Correios, os sindicalistas tradicionalmente pelegos e patronais, liderado por Elias Divisa, até tentaram apresentar a ideia de aprovar a proposta de privatização dos Correios e fim da greve, mas a categoria, escaldada pelas traições desses sindicalistas, deixou claro que se a greve fosse atacada, a integridade física da diretoria do sindicato estaria seriamente ameaçada, e como todo pelego tem medo de trabalhador, os pelegos resolveram suspender a entrega da greve para a próxima segunda-feira (08-05), quando está agendada nova assembleia.

Os demais sindicalistas, que apoiam o fim da greve, mas esperavam se esconder de trás de um possível resultado traidor na assembleia de São Paulo, suspenderam o fim da greve e decidiram que aguardaram os próximos capítulos (assembleia de segunda-feira, em São Paulo).

No entanto, a greve já está sangrando, a burocracia sindical já mostrou de que lado está, e os trabalhadores dos Correios se quiserem lutar contra sua demissão, contra o fim da ECT, impedindo a privatização da empresa pelos golpistas, terão agora que lutar contra a direção golpista da ECT, os juízes biônicos do TST e seus tradicionais apoiadores, a burocracia sindical liderada pelos divisionistas e traidores sindicalistas da federação fantasma (Findect).

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