Doria comprova que as flores não vencem o canhão

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O prefeito paulistano e golpista, João Doria Jr., “Escória” para os “íntimos”, na última semana seguiu sua trajetória higienista. Na saída de um evento na Avenida Paulista o prefeito playboy foi abordado por uma ciclista que lhe ofereceu um buquê de flores; diante da recusa, ela colocou o ramalhete em cima do painel do carro em que ele estava. Segundos depois o prefeito jogou, sem pestanejar, as flores no chão e saiu em disparado do local.

A ciclista, de 54 anos, estava fazendo um protesto contra o aumento do limite de velocidade nas Marginais e o aumento de acidentes graves. Ao oferecer as flores a ciclista disse que aquele gesto simbolizava uma homenagem aos mortos decorrentes da medida do prefeito.

A arrogância do prefeito diante do inocente e singelo protesto não é apenas uma falta de educação de um representante “popular” que simplesmente discorda de um cidadão. Uma arrogância e falta de sensibilidade com um cidadão que já seriam dignas de crítica. Mas essa arrogância e intransigência do prefeito está completamente de acordo com a política do golpista tucano levada nos últimos meses na prefeitura da maior cidade do Brasil. Em menos de seis meses de governo, Doria já deu demonstrações suficientes de que o povo, os mais pobres, a opinião popular, é o que menos importa em seu governo. Doria está colocando à venda patrimônios históricos da cidade de São Paulo, é inimigo da cultura, cortou verbas de programas sociais, cortou leite de crianças, está fechando salas de leitura, informática e de lazer nas escolas públicas, cortou fornecimento de remédios nas farmácias populares, ataca e persegue camelôs, moradores de rua, servidores públicos que fizeram greve e uma infinidade de medidas dignas de um governo fascista. Não é um representante popular. É um representante apenas da alta burguesia paulistana.

Doria é um golpista representante “puro sangue” da burguesia de direita mais antidemocrática e antipovo que existe. Aquela direita que explora o País, tem empresas e empregados no Brasil, mas vive em Miami. Direita que apoia integralmente o golpe e todos os ataques aos trabalhadores como as reformas da Previdência e Trabalhista, a venda da Petrobrás, a venda dos aeroportos, das reservas minerais e demais riquezas brasileiras. Uma direita capacho do imperialismo norte-americano. É uma burguesia que odeia brasileiro, odeia futebol, carnaval e qualquer menção à cultura popular. Dólar, ou, Doria, não gosta nem da língua portuguesa. Quer mudar para o inglês (!) o nome de bairros e ruas da capital paulista. Essa semana, para completar o quadro, seus agentes roubaram colchões e outros pertences de um morador de rua. Proibiu e promete punir servidores que aderiram à greve geral.  Acaba de entregar a maior e mais importante biblioteca da cidade, Mário de Andrade, nas mãos de um capitalista do mercado editorial.

A direita que Doria representa é a mesma que foi às ruas com babás uniformizadas e champanhe pedindo o impeachment de Dilma Rousseff e a volta dos militares. É a direita que tira selfies com a PM nos protestos e que apoia incondicionalmente a ação genocida da Polícia Militar assassina de negros e pobres na periferia. É a direita que quer escravizar ainda mais os trabalhadores cortando todos os tipos de benefícios e direitos existentes.

A reação de Doria diante do protesto da senhorinha ciclista só reforça o fato de que essa direita será derrotada nas ruas, com mobilizações e protestos de verdade. É necessário combater à altura. Não serão as flores vencendo o canhão. Aproveitando a deixa. Quem sabe faz a hora e não espera acontecer. Fora Doria! Fora todos os Golpistas! Abaixo o golpe!

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