Venezuela: Maduro “ditador” expropria o imperialismo

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Nesta quarta-feira (19) a General Motors (GM) anunciou que paralisará suas atividades na Venezuela. Segundo a empresa, o governo venezuelano confiscou uma unidade da empresa, entre outros bens da GM na Venezuela. Medida necessária diante da sabotagem econômica que a Venezuela está sofrendo em meio à ofensiva golpista dirigida pelo imperialismo. O assédio imperialista na Venezuela tem empurrado o governo a tomar uma série de medidas revolucionárias, como expropriações e o armamento da população.

Essas medidas fortalecem os trabalhadores e a população em geral, mostrando que é possível expropriar grandes empresas imperialistas e que a população pode se armar. Já em 2002, por ocasião do golpe fracassado contra Hugo Chávez, a população derrotou o golpe nas ruas porque não poderia ser esmagada pelos golpistas. Com a recente ampliação das milícias populares de autodefesa um golpe contra a população se torna ainda mais difícil para a direita.

São medidas que educam a população, mostrando que é possível expropriar e se armar. O próprio governo fica sob um controle popular cada vez maior nessas circunstâncias, já que os trabalhadores estão mais organizados e armados. A população em geral fica mais forte diante do estado e dos capitalistas. Uma situação explosiva e muito adversa para a direita e o imperialismo.

No Brasil, a GM demitiu milhares de trabalhadores nos últimos anos. A medida do governo venezuelano mostra também para os trabalhadores de outra parte do mundo que os trabalhadores podem controlar diretamente as empresas e a produção. Embora seja um governo nacionalista burguês, que busca conciliação com o imperialismo e se apoia na burguesia nacional e nos trabalhadores, o assédio imperialista está forçando o governo a pender cada vez mais para o lado dos trabalhadores.

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