João Doria quer vender estatais para pagar dívidas

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Projeto de lei sobre desestatização permite privatizações sem critérios e o uso do dinheiro para pagamento de despesas e dividas, contrariando o discurso de que as privatizações buscam trazer benefícios para a população e novos investimentos.

O prefeito tucano João Dória(PSDB) encaminhou para a Câmara dos Vereadores de São Paulo, nessa semana, projeto de lei que permite que os recursos obtidos com o “pacote de desestatizações”, sejam utilizados no pagamentos de dívidas com a união, despesas com grandes monopólios capitalistas, como o subsídio às empresa de ônibus etc.

Desestatização é um eufemismo para uma política de privatizações desenfreada, de entrega “à preço de banana” do patrimônio construído às custas do povo trabalhador. O projeto de Lei cita que “pode haver” investimentos em “áreas prioritárias” como Saúde e Educação, o que significa – de fato – que isso não ocorrerá.

Estipula em parágrafo único que “as verbas poderão ser destinados para outros fins, que não só investimentos, desde que o uso seja recomendado pelo Conselho Municipal de Desestatização e Parcerias.”

Se o projeto for aprovado, o Conselho será formado por membros do próprio governo de Dória, ou seja, ele mesmo poderá deliberar para qual fim as verbas vindas da privatização serão empregadas.

Nesse caso, fica ainda mais claro o interesse: não haverá nenhum investimento, por menor e mais precário que seja, em serviços para a população. O que Dória quer é vender parques, museus, autódromos e até pontos de ônibus para pagar parte das dívidas com os bancos e grandes empresas privadas, que cobram juros absurdos e lucros abusivos pelos seus serviços. Essas dívidas e despesas continuarão existindo, ficando o povo com as dívidas, sem o patrimônio e sujeita as regras e aos lucros abusivos dos grandes monopólios que tomarão conta da cidade.

Essa política de João Dória só trará prejuízos à população,  é a mesma política privatista que os golpistas do PSDB, aliados do governo Temer, tentam colocar em prática no governo federal.

Para melhorar os serviços, deve-se reverter as privatizações, terceirizações, tornar as empresas públicas 100% estatais e sobre o controle dos trabalhadores e da população, para que atenda aos interesses da maioria do povo e não de um punhado de empresários.

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