Bancários DF: organizar a greve geral e caravanas para ocupar Curitiba contra a prisão de Lula e o golpe

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Logo após a deposição da presidenta Dilma Rousseff pelo direitista e reacionário Congresso Nacional, os banqueiros, financiadores do golpe de Estado, e o governo golpista de Michel Temer partiram para cima dos trabalhadores e de toda a população através dos ataques aos seus direitos e conquistas. Reforma da Previdência, reforma trabalhista, lei das terceirizações, congelamento dos gastos públicos por 20 anos, privatizações, arrocho salarial, demissões, fim da CLT, prevalência do acordado sobre o legislado ect.

Com o golpe os banqueiros também estão se sentido à vontade para executar os seus planos de ataques à categoria bancária. Nos bancos públicos os ataques são gigantescos.

No Banco do Brasil já foram mais de 9 mil demissões e a previsão é colocar mais 9 mil no olho da rua; houve um processo de “reestruturação” no banco com o fechamento de 402 agências e a transformação de outras 379 em postos de atendimento, ou seja, fecharam as agências e em seu lugar colocaram máquinas de autoatendimento.

Na Caixa Econômica Federal o processo é o mesmo: fechamento de mais de 100 agências, reestruturação com descomissionamento; criaram um plano de aposentadoria incentivada (que de incentivada não tem nada; é uma verdadeira coação aos trabalhadores) que teria como meta 10 mil bancários, como só aderiram metade disso estão, agora, resgatando uma norma interna editada no famigerado governo de FHC (PSDB) que abre a possibilidade de demissões sem justa causa na empresa. Além disso a diretoria da CEF está querendo abrir o capital da empresa com vista a sua privatização.

Os bancos estaduais estão prestes a serem privatizados como moeda de troca das dívidas dos governos estaduais com o governo federal, como são os casos do Banrisul, Banco Regional de Brasília (BRB), BNB etc.

Nos bancos privados, mesmo obtendo elevadíssimos índices de lucros, os banqueiros mantém a política de arrocho salarial e executam a política de itensificação de demissões, que somente neste ano de 2017 já foram dezenas de milhares delas.

A categoria bancária precisa ter a clareza de que a direita fascista quer destruir as organizações operárias. Esse é um dos objetivos do golpe de Estado, que promove na sociedade uma série de modificações econômicas, políticas e sociais. Eliminar a direção dos partidos de esquerda é o primeiro passo para a liquidação completa da classe trabalhadora no cenário político. Dessa maneira, numa completa arbitrariedade, prenderam sem provas lideranças históricas do Partido dos Trabalhadores, como José Dirceu, Delúbio Soares, João Vaccari Neto e ameaçam prender outras mais importantes, como Lula.

Toda essa movimentação contra as lideranças dos partidos de esquerda usa a corrupção como pretexto. Com isso os golpistas justificam a destruição do país. Os grupos que se opõem ao avanço direitista são logo lançados ao jugo do judiciário – desde blogueiros independentes (como Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania) até partidos inteiros (como o PT e o PCO).

Por isso a importância da luta contra a prisão de Lula. Se os fascistas prendem Lula, prenderão em seguida todas as direções da organizações operárias. Impedir a prisão de Lula é, acima de qualquer coisa, uma tarefa de autodefesa: depois dele somos nós. Dessa forma, conclamamos todas as organizações operárias e progressistas e os trabalhadores a lutar contra a prisão do ex-presidente Lula, combatendo os avanços da direita fascista contra a classe trabalhadora.

Nesse sentido, a arma dos trabalhadores bancários é organizar a Greve Geral do dia 28 de abril, e caravanas para Curitiba no próximo dia 3, para evitar a tentativa de prisão do Lula pelo Mussolini de Maringá, Sérgio Moro. Mobilizar para derrotar o governo golpista dos banqueiros e dos tubarões capitalistas inimigos do povo e ir às ruas contra o golpe.

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