Surpreendente: “triplex” que não era de Lula não era de Lula

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Durante meses, a imprensa golpista alimentou a propaganda de que Lula era o dono de um tríplex em Guarujá, cidade próxima à capital paulista. Falava-se que o apartamento do qual o ex-presidente seria o suposto proprietário era utilizado para lavagem de dinheiro, enquanto a imprensa trabalhava arduamente para associar a imagem de Lula, antes mesmo de qualquer investigação, à operação ilegal.
Apesar de todo o empenho golpista, a Justiça de São Paulo determinou o arquivamento das denúncias.
Nessa terça-feira (18), o Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que a denúncia contra Lula relativa ao Tríplex, por conter “alegações vagas” e uma série de erros, devia ser arquivada. Para a juíza responsável, Maria Priscilla Veiga Oliveira, a denúncia não individualiza a conduta de cada acusado, mas “apenas afirma, de modo superficial, aquilo que entende como fato gerador de crime”.
Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo haviam acusado Lula de ter se beneficiado da relação da OAS, recebendo um apartamento no Condomínio Solaris. Os promotores, há mais de um ano, insistiam na  no envolvimento do ex-presidente num processo em que se relacionava o caso Bancoop com o tríplex no Guarujá.
E o tríplex que a imprensa tanto afirmou ser de Lula, no fim, não era de Lula. Acusações soltas do MP, repletas de convicção e rasas de provas, expressa que todo o esforço golpista não encontrou nenhuma prova contra “o político mais corrupto do mundo”. Isso demonstra que toda a engrenagem direitista quer Lula preso não por causa da corrupção, uma vez que não se encontram rastros dela, mas por objetivos políticos. Querem finalmente liquidar qualquer participação operária e progressista da luta política.
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