Liberdade para Gonzalo, líder do Sendero Luminoso

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Na foto acima: “Sandero Luminoso”, ilustração da HQ de Luis Rossel, Alfredo Villar e Jesús Cossío
Atualmente Abimael está preso na base naval do Callao, próximo à cidade de Lima, no Peru

Manuel Rubén Abimael Guzmán Reynoso, também conhecido por “Presidente Gonzalo”, é ex-professor de filosofia na Universidade de Ayacucho e foi o líder do “Sendero Luminoso”, uma organização guerrilheira peruana em favor do comunismo. O Sendero Luminoso surgiu em 1964, e foi uma organização ativa no Peru desde o final dos anos 70, e o começo da sua luta armada contra a burguesia nacional e os Imperialistas em maio de 1980. Partidos comunistas maoístas, organizações revolucionárias e democráticas convocaram ações em diversos países no final do mês de março. A convocação é uma campanha internacional em Defesa da Vida e Saúde do Presidente Gonzalo, que está preso e incomunicável desde 1992.

No tribunal de Lima em 5 de novembro de 2004 o criador e líder dos guerrilheiros de Sendero Luminoso, Abimael Guzman e sua esposa e guerrilha Elena Iparraguirre

Atualmente, Abimael está preso na base naval do Callao, próximo à cidade de Lima, no Peru. Procurado por acusações de terrorismo e alta traição nacional, em 1992, Guzmán foi capturado pelo governo peruano e recebeu sentença perpétua, igualmente como sua esposa Elena Yparraguirre.

O Sendero Luminoso está na lista de organizações terroristas internacionais elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O Reino Unido, a União Europeia e Peru descrevem o Sendero Luminoso como um grupo terrorista e proíbem o patrocínio da organização bem como qualquer outra forma de ajuda financeira.

Pedestres passam por bandeiras exibidas em 27 de setembro de 2011 em uma rua no centro de Lima por membros do Movimento pela Amnistia e Direitos Fundamentais, exigindo a liberdade de ativistas presos dias atrás por pintar graffiti exigindo a libertação de Abimael Guzman, líder do grupo Sendero Luminoso

Na década de 1980, o grupo cresceu tanto em membros quanto em área ocupada. Suas áreas de dominação eram o centro e o sul do Peru, além de ter presença também nos subúrbios de Lima.

Os movimentos e declarações em defesa do “presidente Gonzalo” se dão no momento em que a oposição peruana e a CIA desferem uma perversa campanha para difamá-lo e tachá-lo de “genocida”, a já conhecida campanha contra os movimentos, líderes, revolucionários e partidos comunistas que a imprensa burguesa faz em seus jornais, revistas e televisão.

Abimael Guzman, líder supremo e fundador do grupo guerrilheiro maoísta Sendero Luminoso, fala em 24 de setembro de 1992, em Lima, por trás de grades de uma gaiola, durante sua apresentação à imprensa pelas autoridades peruanas

No Equador, a Frente de Defesa das Lutas do Povo (FDLP) se pronunciou aderindo à campanha internacional. Na Alemanha, durante a tarde de 22 de março, dezenas de ativistas e militantes revolucionários realizaram um importante ato público em frente à embaixada do velho Estado peruano, em Berlim, agitando consignas como Defender a vida do Presidente Gonzalo!

No dia 22, no Rio de Janeiro, manifestantes foram até o consulado peruano. Com uma grande faixa escrita Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo!, em Porto Velho (RO), no dia 23 de março, um grupo com dezenas de camponeses estenderam faixa com a consigna da campanha em defesa do Presidente Gonzalo durante audiência que denunciou a violência no campo praticada pelo Estado e o latifúndio.

É necessário repudiar qualquer campanha da imprensa capitalista contra a esquerda. O que o governo direitista peruano, a imprensa burguesa e o Imperialismo fez com presidente Gonzales, foi encarcerar em uma masmorra aquele que liderou e enfrentou a burguesia peruana e a dominação estrangeira com mesma violência que eles agem.

Pela imediata soltura do presidente Gonzalez, aquele que quis ver seu país livre do jugo capitalista.

 

 

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