Legítima defesa agora é pretexto para a PM praticar atrocidades

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A Polícia Militar segue fazendo seu “trabalho” de reprimir e matar a população pobre do Brasil. Desta vez, PMs, numa verdadeira ação de grupo de extermínio, invadiram e balearam moradores de uma casa na capital goiana. A ação resultou num homem hospitalizado e na morte de um garoto de 16 anos.

O mecânico Roberto Lourenço da Silva e seu filho, Robertinho, foram atingidos por disparos quando perceberam algo de estranho na casa onde moravam.

Alegando funcionar ali um ponto de venda de drogas, os policiais – sem farda – desligaram a energia elétrica da residência, iniciaram os disparos em direção ao portão da casa, e, em seguida invadiram e continuaram atirando, relata a esposa do mecânico, baleado na ação.

Segundo os PMs, o mecânico, que supostamente estaria armado, foi quem atirou primeiro, provocando a reação dos policiais. Porém testemunhas do crime, entre elas próprios familiares, dizem que os policiais já chegaram atirando.

Os policiais envolvidos no crime alegam que agiram em “legítima defesa”, já que o mecânico teria iniciado os disparos, fato não comprovado.

Não é raro PMs usarem a justificativa de “legítima defesa” para praticarem atrocidades contra o povo pobre. Atirar e perguntar depois – se restar alguém para responder – faz parte da cartilha dessa corporação fascista. Esse caso mostra bem como essa política é levada a risca pelos policiais, utilizando abertamente práticas de grupos de extermínio, como nesse caso.

Trata-se de uma política de extermínio da população pobre, negra e trabalhadora, e que faz parte da permanente repressão que essa corporação exerce contra os setores populares e desfavorecidos da sociedade.

Só a extinção da PM pode acabar com esse massacre diário, que vemos contra o povo pobre e desfavorecido, abrindo caminho para uma política de segurança organizada, composta e controlada pelo próprio povo.
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