França: extrema-direita vai parar a globalização?

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Líder nas pesquisas para as eleições presidenciais na França, Marine Le Pen, da Frente Nacional, afirmou que protegerá os franceses da “globalização selvagem”. A extrema-direita sempre apresenta propostas demagógicas para os trabalhadores sem atacarem os capitalistas. A solução mágica que Le Pen apresenta é o fechamento das fronteiras e a proibição generalizada da imigração.
Imigrantes geram desemprego?

A solução demagógica de Le Pen alimenta o racismo inscrito na ideologia de seu partido e se baseia em uma falsa premissa, a premissa de que os imigrantes seriam os responsáveis pelo desemprego. Le Pen não enfrenta o verdadeiro problema da “globalização” e sua relação com os desempregos, não fala em estatizar os bancos nem em enfrentar a especulação financeira. Nem poderia.

O problema não são os trabalhadores, imigrantes ou não, mas o capital especulativo que empobrece a população do país para manter a estabilidade necessária para sua especulação. Enquanto Le Pen ataca um setor dos trabalhadores abertamente, para fazer demagogia com outros trabalhadores, os bancos passam longe de sua campanha.

Outro problema que causa desemprego em países desenvolvidos é a fuga das indústrias para países atrasados, onde os patrões exploram a mão de obra mais barata. A única solução para esse problema seria o desenvolvimento dos países atrasados, algo contra o qual o imperialismo francês age diretamente para evitar. Um desenvolvimento impossível na atual fase do desenvolvimento do capitalismo, um modo de produção apodrecido.

Le Pen, obviamente, não tem nenhum programa para esses problemas, dirige-se com sua demagogia para os trabalhadores aproveitando um vazio que foi deixado pela esquerda.

A extrema-direita tem a candidatura mais forte para a presidência da França no momento, embora ainda não tenha o apoio dos setores mais fortes da burguesia. O esforço da burguesia nessas eleições volta-se para eleger Emmanuel Macron, do partido Em Marcha!, para continuar com o programa neoliberal dos governos anteriores, com cortes de gastos públicos, ataques às aposentadorias e aos direitos trabalhistas.

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