Professores DF: formação de comitês de base para o necessário estado de mobilização permanente

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Depois da primeira greve sob o regime golpista é necessário tirar as lições da mobilização, aprender com os erros e os limites do movimento e manter a mobilização permanente da categoria contra o golpe e suas medidas. 
Os professores demonstraram nacionalmente como combater as “reformas” e o próprio golpe. O governo golpista que, obrigado pela mobilização, não só adiou a votação da “reforma” da previdência, como viu abriu uma cisão na sua base de apoio. Isto esta forçando o governo a fazer pequenas concessões e manobras, entre outros pontos, na diminuição da proposta de idade mínima para as mulheres  e os professores se aposentarem (um pequeno paliativo para o tamanho do ataque).
Contra os planos golpistas de implementação das terceirizações, recorde de desemprego, fim da CLT e da aposentadoria, congelamento por 20 anos do orçamento para educação e saúde é necessário cortar o mal pela raíz. Nesse sentido, a vitória das reivindicações dos professores e de todos os trabalhadores passam necessariamente por uma ampla campanha política contra o golpe e a propaganda imperialista que para levar a cabo o desmonte do Estado brasileiro precisa em primeiro lugar desmoralizar os instrumentos de luta e representação da classe trabalhadora como sindicatos e partidos políticos de esquerda.
Nos piquetes feitos durante a greve ficou claro que a luta contra o golpe toma corpo na categoria e que foi a consciência sobre os objetivos políticos da nossa luta o que levou diversos setores da comunidade a apoiar a greve, como estudantes e pais. 
Até mesmo os setores da categoria influenciados pela campanha golpista contra o movimentos sindical, o PT e a CUT, que se materializa nesse momento na campanha do juizeco Sérgio Moro para prender o ex presidente Lula, já começam a se movimentar contra o conjunto de ataques e retrocessos que ameaçam a classe trabalhadora de conjunto.
As debilidades da greve nos apontaram os problemas do movimento que precisamos superar como o contexto de profundo ataque e intransigência dos golpistas, as vacilações de uma parte das direções ligadas ao PT e PCdoB em radicalizar nas ações e envolver a comunidade escolar e extra escolar como o conjunto dos servidores do DF ampliando assim o movimento e a reprodução da campanha direitista dos golpistas contra o movimento por parte do PSTU/Conlutas-PSOL.
Apesar das dificuldades da greve os professores mostraram um enorme potencial de luta e combatividade, organizando centenas de educadores em torno de piquetes. Esses piquetes devem assumir agora um caráter regular de atuação.
Nas reuniões e visitar nas escolas é preciso promover a formação de Comitês de base, de luta contra o golpe e suas medidas para que esses possam por sua vez promover debates, atividades culturais, plenárias abertas, manifestações por escola servindo como instrumento de luta da comunidade escolar e extra escolar para o necessário estado de mobilização permanente contra a política de destruição da educação e do agravamento das próprias condições de vida da comunidade, que só podem efetivamente se verificar na luta contra o golpe de Estado.
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