Maduro ampliará milícias populares

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O golpe fracassado de 2002 na Venezuela criou uma situação difícil para o imperialismo no país. Assim como aconteceu recentemente na Turquia, o fracasso do golpe levou à demolição de posições do imperialismo dentro do Estado. Com um controle menor do Estado, faz 15 anos que o imperialismo tenta derrubar governos venezuelanos e não consegue.

Agora há uma nova ofensiva contra o governo, para derrubar o presidente Nicolás Maduro. A direita golpista convocou um protesto para esta quarta-feira (19) em Caracas. No mesmo dia, será realizado também na capital um protesto a favor do governo. Na segunda-feira (17), membros das milícias marcharam desarmados na capital para demonstrar apoio ao governo e colocar-se contra os protestos golpistas de quarta-feira. O exército que foi parcialmente usado pelo imperialismo em 2002 para tentar dar o golpe hoje está, aparentemente, mais unido em apoio ao governo contra o golpe e o imperialismo.

Além do exército, Maduro anunciou que ampliará também as milícias populares de defesa. Mais civis serão armados e o número de membros dessas milícias chegará a 500 mil. Com isso, aumenta o controle popular sobre o próprio governo, o povo armado pode exercer mais pressão sobre o governo, ao mesmo tempo em que combate a direita golpista a serviço do imperialismo.

Nesta terça-feira (18), Diosdado Cabello, dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), partido no governo, convocou a população para se manifestar, tomar as ruas e não permitir que a direita chegue ao centro de Caracas.

A medida de Maduro de armar mais a população é positiva para a Venezuela. Em caso de uma intervenção imperialista, a população está armada para se defender. Também é uma medida que torna o regime mais democrático. Enquanto processos eleitorais podem ser viciados e manipulados pela burguesia de tantas maneiras, a vontade da maioria armada é difícil de dissimular e falsificar.

Em uma situação radicalizada, o fato de que a população está armada poderia levar diretamente a uma revolução. Por isso a esquerda pequeno-burguesa, que é contra Maduro, é também contra as armas. Na prática são a favor do imperialismo.

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