Nas eleições nos bancários e professores de SP mobilizar contra os ataques da direita aos sindicatos

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Em meio à um violento ataque da direita golpistas contra a esquerda em geral e contra os alguns dos seus principais dirigentes e às organizações de luta contra o golpe, como a CUT e o MST, realizam-se, em São Paulo,  nas próximas semanas, duas das principais eleições sindicais do País: no Sindicatos dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e no Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP). Sindicatos da maior relevância, que representam mais de 400 mil trabalhadores e nos quais se expressam claramente as tendências das principais correntes de esquerda no interior do movimento operário.

Nos bancários de São Paulo, que tem na base cerca de 25% da categoria a nível nacional, com mais de 100 mil trabalhadores, há duas chapas e a votação será nos dias 25, 26, 27 e 28 de abril.
A Chapa nº1, da atual diretoria – ligada à Articulação-PT, que representa nessas eleições a CUT (Central Única dos Trabalhadores) que, apesar dos muitos erros na condução das mobilizações da categoria com um política de colaboração com os patrões, tem nesse momento, e desde a antes da queda do governo Dilma Rousseff, um posicionamento a favor da luta contra o golpe. Tem como candidata à presidência da entidade Ivone Maria da Silva, atual secretária-geral da entidade.

Na oposição, encontra-se uma chapa a Chapa nº 2, encabeçada por Juliana Públio Donato de Oliveira, que foi eleita para o Conselho de Administração do Banco do Brasil, como “representante” dos trabalhadores com o apoio de toda a cúpula golpista do banco, depois de ter obtido menos de 3% dos votos no primeiro turno. Juliana recebeu tal apoio justamente pelas posições de sua corrente, PSTU-Conlutas a favor do golpe de estado (“fora Dilma”). Integra a chapa os setores golpistas que defendem, até mesmo a prisão do ex-presidente Lula e a criminosa operação Lava-Jato (como setores do PSOL). São fervorosos defensores da unidade” com a Força Sindical, do deputado pelego e golpista, “Paulinho da Força”, do partido Solidariedade, que relatou a favor do projetado terceirização sem limites, que vai afetar duramente a vida de dezenas de milhares de bancários.

Os aliados da chapa 2, da Força Sindical, no mesmo dia em que o presidente golpista Michel Temer assinou a lei da terceirização, se reuniram para fundar um sindicato fraudulento de bancários terceirizados, interessados que estão em lucrar com os ataques dos golpistas contra a categoria e impulsionar a divisão dos bancários em sua luta.

Já na eleição da APEOESP há três chapas e uma delimitação ainda mais clara, das principais tendências da esquerda, que vão disputar o voto de mais de 190 mil associados, de uma categoria com mais de 300 mil trabalhadores, entre ativos e aposentados.

A chapa 1, reune a Articulação Sindical (PT) e o PCdoB, setor que comanda o sindicato há quase 40 anos e que foi o principal responsável por uma serie de derrotas de grandes mobilizações da categoria. Nos últimos anos esse setor comandou o estabelecimento de uma serie de medidas que burocratizam o sindicato como a ampliaçao de mandatos (dos diretores de 2 para 3 anos e dos conselheiros de um para 3 anos), e a eleição de delegados aos congresso por meio de um “filtro” nas regionais, quando estes eram eleitos diretamente nas escolas. E o voto de um aposentado chega a valer pelo voto de 10 professores da ativa. Esta política colocou o sindicato sob o controle de uma burocracia, em sua maioria formada por elementos mais velhos e sem uma participação ativa nas lutas da categoria que, quase sempre são levadas adiantes por comandos de greve de base, formada por milhares de ativistas, sem representação na burocracia do sindicato. A chapa 1 está – majoritariamente – vinculada à CUT e ainda que de forma vacilante defendeu a luta contra o golpe de estado.

Esta politica foi levada adiante como a aberta colaboração da outra ala da burocracia que há 15 anos também integra a diretoria(com cerca de 40% dos 120 cargos da diretoria e dos mais de 700 do Conselho Estadual de Representantes), e domina – de forma burocrática – algumas dezenas de subsedes da entidade. Este setor, formado pela Conlutas-PSTU-MAIS-PSOL e seus agregados, forma a Chapa e e comparece às eleições em uma evidente aliança com a Força Sindical, tendo realizado dia convença na sede do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, um dos berços dessa organização mafiosa que – como o PSTU-Conlutas e certos setores do PSOL apoiaram o golpe de estado, ao lado de Cunha, Aécio, Temer e Cia.

Nos professores, se apresenta como a única chapa de oposição à toda a diretoria, a chapa 2, Educadores em Luta contra o golpe, da Corrente Sindical Nacional Causa Operária (PCO e simpatizantes), que respeitam na categoria a política de vanguarda do PCO diante da crise, defendendo desde muito antes do impeachment a necessidade mobilização contra o golpe de estado, buscando esclarecer que a derrubada do governo do PT e, agora, a deseja prisão de Lula pela direita, são armas dos golpistas à serviço do imperialismo para promover o maior retrocesso de todos os tempos na Educação, nos direitos democráticos de todo os explorados e nas condições de vida e de trabalho do povo brasileiro.

A inscrição já começou com a tentativa de um golpe, com a ala minoritária da diretoria tentando, mais uma vez se apresentar como chapa de oposição “unificada” e querendo pleitear o número dois, apesar de ter sido a terceira chapa a chegar para se inscrever e de participar da Comissão Eleitoral (juntamente com a outra ala da diretoria), que decidiu pelo critério de ordem de chegada.

Neste processos eleitorais, é preciso chamar não apenas o voto, mas também uma ampla mobilização contra a direita golpista que – neste momento – aprofunda seus ataques contra as organizações dos trabalhadores e busca impor um controle e destruição destas entidades para evitar a reação dos trabalhadores à ofensiva golpista e ao próprio golpe de estado. Em primeiro lugar, contra as chapas apoiadas pela Força  Sindical (ou seja, pela FIESP e pelo governo do PSDB) – aberta ou veladamente -.

Além disso, trata-se de avançar no sentido do fortalecimento político de uma corrente classista e revolucionária no movimento sindical, que nos professores se organiza na corrente Educadores em Luta e que nos bancários, tem como embrião a corrente Bancários em Luta, em nível nacional.

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