PSOL na lista de Fachin: a Lava Jato tem que ir até o fim?

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O PSOL é o partido que “defende até o fim” a operação golpista Lava Jato. É assim que personalidades do partido se pronunciaram mais de uma vez, como foi o caso de Luciana Genro e Chico Alencar. Para defender o Judiciário golpista, o PSOL se apoiava em uma ilusão: a de que nunca seria citado na Lava Jato. Ilusão, obviamente, diz respeito à crença de que a Lava Jato realmente está aí para “caçar corruptos” e não promover uma perseguição política, em primeiro lugar contra a esquerda.

Com a lista de Fachin, que vazou para a imprensa nomes de políticos citados nas delações da Lava Jato, o PSOL viu que também não está imune ao golpe. O ex-deputado federal Paulo Rubem, de Pernambuco, recém filiado ao PSOL, aparece nas delações de executivos da Odebrecht tendo recebido R$ 70 mil. Rubem, que já passou por PT e PDT, ingressou no PSOL em março, e nega as acusações.

Paulo Rubem não foi o único caso em que o PSOL aparece nas delações. O ex-prefeito de Macapá pelo PSOL, Clécio Luís Vilhena Vieira, teria recebido na campanha eleitoral de 2012, R$ 450 mil de caixa 2. Hoje, Clécio está na REDE.

Pela lógica do próprio PSOL, de “seguir até o fim as investigações”, será que Luciana Genro e Chico Alencar vão defender que se coloque em prática a mesma lógica que colocou José Dirceu e outros dirigentes do PT na cadeia sem provas? Que outros dirigentes do PSOL “não tinham como saber”?

Ao ignorar o golpe e a operação golpista, o PSOL cai em uma armadilha que ele mesmo criou. A única posição possível e coerente – a não ser no caso dos partidos da direita golpista – no caso da Lava Jato é denunciar e exigir o fim dessa operação.

Mas o PSOL parece ter gosto por ser coxinha e alguns setores do partido já ventilam a possibilidade de afastar os envolvidos nas delações. O PSOL deixa o Judiciário intervir no partido e coloca na fogueira seus próprios integrantes, numa manobra eleitoreira, para mostrar “serviço” para a direita coxinha “ética”. O problema é saber quem será o próximo.

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