Lista de Fachin: PSOL tem que escolher entre ser hipócrita ou golpista

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A lista de Fachin, que autoriza inquéritos contra vários parlamentares, tocou também o PSOL. Paulo Rubem, ex-deputado federal e Leonel Brizola Neto, vereador do Rio de Janeiro, estão entre as centenas de pessoas listadas.

O PSOL, através de suas lideranças, tem defendido a direita golpista e a sua política de ataque aos poderes eleitos através da farsa da campanha contra a corrupção. Combateram setores que, corretamente, denunciaram a operação Lava Jato como sendo uma operação golpista, Luciana Genro chegou a declarar todo o apoio à Lava Jato.

Essa mesma dirigente na ocasião da prisão de José Dirceu comemorou o acontecido, dizendo que foi um grande acontecimento e uma vitória. Recentemente, o partido defendeu a aprovação quase que integral das 10 medidas contra a corrupção, apesar do caráter claramente antidemocrático destas, que restringe habeas corpus e dificulta a defesa.

Por oportunismo de caráter eleitoreiro, do tipo que sempre precisa estar ao lado da imprensa golpista, ou por puro seguidismo aos golpistas, o PSOL agora encontra-se numa situação única, e irônica. Tem que escolher se vai defender os companheiros de partido, se vai defender pessoas acusadas sem prova ou se os vai atirar aos leões do judiciário golpista.

Curiosamente o PSOL, sempre adiantado em dar declarações do gênero, pediu que todos os citados de todos os partidos abdiquem de seus cargos para dedicarem-se apenas às defesas, até agora não pediram isso de seus próprios parlamentares.

A executiva do PSOL se reuniu e publicou uma nota no dia 12, que nada fala do assunto. A satisfação que não deram ao público, no entanto, curiosamente, foi dada à imprensa, responderam ao jornal O Globo.

O jornal golpista não disponibilizou por inteiro o e-mail de Chico Alencar, deputado federal do PSOL-RJ, portanto apenas podemos citá-lo em trechos. Alencar teria dito que todos os citados “devem de imediato fazer todos os esclarecimentos públicos e abrir o sigilo telefônico, bancário e fiscal” e em outro trecho diz “o partido proíbe estatutariamente, desde os tempos da permissão do financiamento empresarial, que se receba recurso de empreiteiras, bancos ou multinacionais” e conclui “Portanto, se alguém o fez, foi à revelia do partido e responderá perante a comissão de ética”.

Um partido de esquerda sério não deveria nunca começar pela perseguição de seus próprios companheiros quando a imprensa golpista lança uma ofensiva, Alencar propõe uma caça às bruxas, violação de privacidade dos acusados, uma mentalidade extremamente persecutória.

PSOL encontra-se numa situação complexa, não defendeu ninguém que foi perseguido e acusado injustamente, até comemorou, agora divide-se entre a vontade de ser golpista e os benefícios de ter parlamentares, realmente uma dura escolha.

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