Impedir a prisão de Lula

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A prisão de Lula, possivelmente no próximo dia 3, está sendo ativamente preparada pela direita.

Na delação de Marcelo Odebercht, no último dia 10, Lula seria o “amigo” na planilha de propinas e teria recebido R$13 milhões em espécie.

No dia seguinte, o ministro do STF, Edson Fachin, publicou sua lista, autorizando abertura de inquéritos para investigar 9 ministros, 29 senadores, 42 deputados e 3 governadores, entre outros.

Uma operação desse porte serve como pretexto ideal para “legalizar” a prisão por suspeita do ex-presidente.

Tudo indica que é justamente isso que a direita está planejando para o dia do depoimento de Lula em Curitiba, diante de Sérgio Moro, no processo em que é acusado de ter um apartamento no Guarujá reformado e recebido o custeio da armazenagem de seus bens, orçados em R$3,7 milhões, pela empreiteira OAS.

Outra indicação desse propósito está na reação da direita golpista, sua imprensa e porta-vozes parlamentares, do DEM e do PSDB, contra a campanha conduzida por nosso Partido em favor de uma gigantesca manifestação em Curitiba para impedir a prisão de Lula no dia do seu depoimento.

O companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, é alvo de uma representação do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) no Ministério Público por “crimes contra a paz pública”, e de um inquérito da Polícia Federal, solicitado por Elizeu Dionizio (PSDB-MS) por “incitação à violência”. Tudo isso porque nosso Partido, o primeiro a denunciar a conspiração golpista e a chamar a população a reagir, dirigiu um chamado aos trabalhadores a ocupar Curitiba contra a prisão de Lula.

A prisão de Lula será o sinal de largada para um ataque generalizado ao movimento popular e a esquerda. É um ataque central contra o movimento operário.

Por esse motivo, a tarefa central desse momento, para o nosso Partido, como para todo o movimento de luta contra o golpe, é organizar a manifestação do dia 3 em Curitiba. Nenhum detalhe pode passar despercebido. Da colagem de cartazes à distribuição de panfletos em portas de fábrica. Das caravanas de todo o País à aglomeração na sede da Justiça Federal na capital paranaense.

Nossa palavra de ordem é: “Não vai prender!”.

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