Reforma trabalhista: cem pontos modificados, sem direitos para os trabalhadores

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Está prevista para hoje a entrega do relatório do projeto de reforma trabalhista que tramita na Câmara dos Deputados. O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) se posicionará sobre as mudanças que envolvem até 100 pontos da “septuagenária Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”.

O que a direita golpista e sua imprensa está chamando de “modernização” é uma verdadeira destruição das leis conquistadas pelos trabalhadores há mais de 60 anos para estabelecer um limite legal à exploração e abusos dos capitalistas.

Entre os pontos mais prejudiciais para os trabalhadores e que são uma exigência dos patrões está a prevalência do acordado sobre o legislado, ou seja, se um patrão conseguir por que meios for um acordo que extrapole o que está previsto na lei, esse acordo pode prevalecer sobre a legislação.

São muitas as manobras. Ao mesmo tempo que afirmam preservar a jornada de 44 horas semanais, querem autorizar a negociação de jornadas de até 12 horas diárias de trabalho. Ultrapassando as atuais 8h diárias. Num dia de 24 horas, duas horas de almoço, com pelo menos de duas horas por dia de transporte coletivo/trânsito (muito por baixo) para e ir e vir, façam as contas.

Ao mesmo tempo tem o congelamento de investimentos, rebaixamento de salários, previsão de aumento da inflação… Querem o trabalhador escravizado, sem tempo para fazer outra coisa da vida que não seja trabalhar. Sem tempo para estudar, para o lazer. Fazem tudo isso com uma propaganda permanente de uma imprensa venal. Isso se repete no caso da reforma da Previdência e outras medidas.

Junto com esses ataques querem destruir a união dos trabalhadores e seus instrumentos de luta. Esse também foi o objetivo da lei da terceirização. A força dos trabalhadores é a sua unidade e a reforma dos golpistas bem como a lei da terceirização buscam atingir em cheio a organização, justamente os instrumentos de luta que unificam os trabalhadores.

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