Vamos matar o País de fome por que é “necessário”?

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O jornal O Estado de S. Paulo, porta-voz da direita nacional, tem reforçado a suposta noção de que a reforma da previdência seria necessidade. O mesmo periódico tem atacado duramente os políticos e organizações que se opõem, que como mostramos nesta edição do Diário Causa Operária, são muitas. O jornal chama a esses opositores de “irresponsáveis”.

Antes de debater os méritos da reforma em si, se aquilo que chamamos de opinião pública, fosse uma opinião do público, e não dos grandes monopólios de imprensa, se colocaria a seguinte pergunta : Que responsabilidade tem o governo e o congresso com essas reformas? Porque estamos todos obrigados a concordar? Quem definiu essa obrigação?

A essas perguntas existem respostas claras. Primeiramente, representante nenhum tem responsabilidade nenhuma, a não ser de cumprir a vontade daqueles que ele representa, em teoria pelo menos, e o povo brasileiro é contra essas reformas, reforçou isso ao sair às ruas nos dias 15 e 31 de março.  Em segundo lugar, nenhuma força política é obrigada a concordar com a opinião da direita golpista, a imprensa não está tentando fazer cumprir uma responsabilidade, é um processo de intimidação. Finalmente, quem estabeleceu a dita “obrigação” são os interessados na reforma, o imperialismo, das ouviu-se o inverso em 2014.

O imperialismo, grandes industriais e especuladores internacionais, que deram o golpe, estão impondo esses ataques ao povo, chamam de “reformas impopulares, porém necessárias”, os jornais burgueses, cínicos de profissão, repetem que existem problemas no orçamento, problemas de ordem maior, e argumentos similares, trajam a maldade contra o povo de forma “nobre”.

Essas reformas que os golpistas estão impondo são necessidades apenas dos próprios golpistas. Se existisse algum impedimento material, a discussão da “opinião pública” deveria ser sobre como fazer para manter e ampliar as aposentadorias.

Se existe um rombo em um orçamento, deveria se discutir o absurdo do País pagar mais de 40% de tudo aquilo que é arrecadado para os especuladores. A manutenção da qualidade de vida do trabalhador é a única que deve importar aos trabalhadores, a sociedade trabalhar para melhorar a vida daquelas que nela vivem. Os editores do Estado e a direita golpistas não podem ser chamados de “irresponsáveis” pois os trabalhadores nunca os colocaram como protetores do bem geral da classe trabalhadora, mas já devem ter compreendido que os mesmos trabalhadores não se deixarão morrer de fome por conta das necessidades dos golpistas e da burguesia.

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