Ensaio de baterias, espaços estudantis e sindicais estão proibidos na USP

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Sem nenhum aviso prévio, baterias formadas por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) estão proibidas de ensaiar em locais há muito tempo utilizados. A denúncia partiu das baterias dos estudantes da Faculdade de Medicina (FMUSP) do campus da capital e da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto que estão sendo restringidas. O mesmo ocorre com outros espaços e atividades, como a Prainha da ECA, festas de centros acadêmicos etc.

O reitor bonzinho, Marco Antonio Zago, tem utilizado as diversas instituições da universidade para atacar a autonomia estudantil. Na cidade universitária, em São Paulo, a Prefeitura do Campus da capital (PUSP) proibiu as baterias de usarem a Raia Olímpica. Um local adequado para diversas atividades com boa estrutura teve suas portas fechadas.

A bateria Opção Primeira de Pinheiros, formada por estudantes da FMUSP, foi uma das impedidas. Antes da restrição, os estudantes tinham livre acesso à raia, em diversos horários. A partir do início de 2016 foram barrados.

A repressão serve de diretriz para os outros campi, o Conselho Universitário do campus de Ribeirão Preto também decidiu atacar as baterias. Aprovaram que as agremiações só poderiam ensaiar no período diurno, entre 6h da manhã até às 19 horas. Não satisfeitos, os locais também deveriam ser previamente autorizados pela Comissão de Prevenção e Proteção do Campus da USP de Ribeirão Preto.

Essas restrições também se aplicam às dezenas de outras baterias espalhadas por todos os campi da USP. O reitor sem diálogo quer extinguir as organizações que foram formadas para apoiar os times formados por estudantes da mesma faculdade, mas também para animar festas, torneios, etc.

Por outro lado, a perseguição ao espaço estudantil da Escola de Comunicação e Artes (ECA) compartilhado com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) não cessou. Durante as últimas férias de janeiro a Reitoria tentou instalar grades no entorno da praça e despejar definitivamente o sindicato de seu prédio.

Os estudantes e funcionários resistiram, mas as grades foram instaladas sob a proteção da Polícia Militar de Alckmin, presente no campus.

É uma ofensiva da reitoria, controlada pelo governo tucano do Estado de São Paulo. A ordem é atacar qualquer direito conquistado pela mobilização estudantil. Avançam contra os espaços estudantis, mas também contra as bolsas universitárias, as atividades recreativas, acadêmicas, pesquisas, entre outros.

É uma operação para calar a maior e mais importante universidade do Brasil, berço de grandes agitações sociais.

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