Debate: “A origem proletária e socialista do dia internacional da Mulher”, nesta quinta-feira no Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo

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A reunião do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo semanal propõe debater a questão da mulher sob o ponto de vista marxista, materialista e da luta de classes. Nesse sentido a reunião desta semana propõe debater “A origem proletária e socialista do dia internacional da Mulher”, texto escrito em 2014 pela companheira Anaí Caproni do PCO.

O texto debate os seguintes temas:

O 8 de março – a origem da data que está ligada à luta das operárias têxteis de Nova Iorque, e foi uma das primeiras greves destas operárias têxteis nova-iorquinas, no ano de 1857 que deu origem à data.

O Dia Internacional da Mulher – A criação do Dia Internacional de Luta da Mulher é obra do II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, realizado em 1910 na Dinamarca, por iniciativa das militantes revolucionárias da II Internacional. Nesta conferência foi aprovada a proposta feita por Clara Zetkin, responsável pela organização do trabalho de mulheres da social democracia alemã e editora do jornal de mulheres do partido, Igualdade.

Mobilizações de massa das mulheres – em 1911 a 1ª comemoração do Dia Internacional da Mulher, organizada pelo Secretariado Feminino da II Internacional, ocorreu no dia 19 de março na Alemanha, Dinamarca, Áustria, Suíça, EUA e vários outros países europeus, sendo realizado nesta data em homenagem à revolução de 1848 na Alemanha, onde foi conseguido o direito de voto feminino, revogado posteriormente pela derrota da revolução.

Uma conquista da Revolução Russa – o dia Internacional da Mulher vai se estabelecer definitivamente no 8 de março com a vitória da revolução na Rússia. Não por coincidência, foi a manifestação convocada pelas operárias ligadas ao socialismo russo, o estopim da Revolução de Fevereiro de 1917, ao se transformar em um greve geral na enorme concentração operária do bairro Viborg em S. Petersburgo, principal cidade industrial do país.

A adaptação do 8 de março pelo imperialismo – os EUA até o final dos anos 60 se opunham, a que fosse comemorado o dia internacional da mulher, pelo seu caráter revolucionário o que se acentuou no marco da política de luta mortal contra a revolução mundial através da Guerra Fria.

E as iniciativas que serviram para tentar apagar a história dos verdadeiros movimentos de defesa da mulher, os socialistas e a Revolução Russa, ao mesmo tempo em que reciclou a imagem repressiva e reacionária da burguesia imperialista para conseguir submeter a mulher a uma situação de exploração (com a revogação das suas conquistas sociais históricas) de submetimento aos homens, à legislação reacionária, à ideologia da mulher como instrumento.

Com os seguintes temas abordados no texto base para a reunião, buscaremos debater um ítem ou mais a cada reunião, além de discutir a nova edição da Revista Mulheres, e notícias sobre a questão da mulher que esteja em debate.

Segue o link para a leitura do texto para a próxima reunião:

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