Quase oito milhões de crianças sem creche no Brasil

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que considerou dados de 2015, das 10,3 milhões de crianças com menos de 4 anos de idade no Brasil, cerca de 7,7 milhões estão sem creches. A quantidade de crianças que ainda não foram atendidas é de 75% do total desta faixa etária.  A informação foi divulgada na quarta-feira (29).

As mães que não conseguem vaga em creche são obrigadas a largarem seus empregos para cuidarem dos filhos, com isso, o rendimento médio mensal das famílias caem. Esta é a conclusão do próprio IBGE. De acordo com o estudo, o rendimento médio dos lares em que as crianças permanecem em casa durante a semana era de R$ 550,00 em 2015. Já a média da renda mensal quando as crianças frequentavam creches ou escolas chegava a R$ 972,00.

Em Londrina (PR) como diversos municípios Brasil à fora, a falta de creche atinge em cheio a vida das mulheres. “A recicladora Patrícia Ramos de Souza demorou mais de um ano para conseguir atendimento para o filho mais novo. Com o final da licença-maternidade e sem ter com quem deixar o menino, a moradora do Jardim Nova Esperança (zona sul) se viu obrigada a pedir demissão do emprego em uma fábrica. ‘Logo que o meu filho nasceu, eu já fiz o cadastro para conseguir vaga em creche porque sabia que ia demorar. Acho absurdo isso porque todos nós pagamos impostos para ter uma vida justa. O governo investe em presídios e não investe em saúde e educação”.

As mulheres em toda a história da sociedade burguesa, capitalista estiveram trancafiadas em seus lares, sendo verdadeiras escravas do lar, do marido e de seus filhos. Com o capitalismo, foram jogadas para fazerem parte da produção e do trabalho fora de casa, porém a sociedade burguesa acabou explorando as mulheres duplamente. Não disponibilizando serviços públicos suficiente para as mulheres, como creches, hospitais e escola para seus filhos; e reservando a elas os piores trabalhos e os menores salários.

O golpe no Brasil tornará a vida das mulheres ainda mais difícil, e o primeiro exemplo é a reforma da Previdência, que fará as mulheres trabalharem mais, pelos mesmo mísero salário e sem condições nenhuma de se livrar da escravidão doméstica. Cabe às trabalhadoras se posicionar combativamente contra toda a direita e os golpistas, verdadeiros inimigos das mulheres. Com a direita golpista no poder nenhum direito estará seguro, por mais elaborada que seja a demagogia da imprensa capitalista.

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